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Como "3%" ajudou a abrir as portas para produções brasileiras na Netflix

Participantes do Processo na série brasileira "3%", da Netflix - Divulgação
Participantes do Processo na série brasileira "3%", da Netflix Imagem: Divulgação

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

28/09/2018 04h00

O sucesso que a série original brasileira "3%", da Netflix, fez nos Estados Unidos e na Europa, ajudou a abrir as portas para outros produtores brasileiros dentro da plataforma de streaming.

A quantidade de produções nacionais que a Netflix anunciou em 2018 não deixa dúvidas. O Brasil entrou definitivamente no radar da plataforma. E tem para todos os gostos: documentários, música, drama, comédia, animação, ficção científica...

Diego Avalos, diretor de conteúdo de produções originais internacionais da América Latina e Espanha, disse que o Brasil é um terreno fértil e desafiador. "Uma das coisas mais legais do Brasil é a sua mistura de culturas. A Netflix, como plataforma global, é capaz de conectar os criadores de conteúdo brasileiros com o mundo. Damos liberdade total e o resultado é essa mistura", afirmou. "O diretor Pedro Aguilera conseguiu conectar as audiências ao redor do mundo com '3%'".

A Netflix anunciou recentemente que está produzindo no Brasil: "Spectros" (série de terror ambientada no bairro da Liberdade, em São Paulo), "Invisible Cities" (série sobrenatural de Carlos Saldanha), "Sintonia" (série sobre funk em parceria com o Kondzilla), "Ninguém Tá Olhando" (série de comédia dirigida por Daniel Rezende), "Coisa Mais Linda" (série sobre a Bossa Nova) e "Vai Anitta" (docu-série contando a história de Anitta).

Sem contar as séries e filmes que já estão no ar, como "O Matador" (filme de Marcelo Galvão), "O Mecanismo" (série inspirada na Lava Jato, com José Padilha na produção e Selton Mello no elenco), "Samantha!" (série de humor com Emanuelle Araújo), "Chef's Table" (com Alex Atala) e "Super Drags" (animação adulta). Além de "Narcos", uma co-produção da Colômbia e EUA que contou com a direção de José Padilha e Wagner Moura no papel principal.

O interesse da Netflix é justificado também pelo tamanho do mercado consumidor brasileiro, que é um dos maiores da plataforma de streaming. "Acreditamos no mercado local e nos contadores de história talentosos", disse Avalos.

Brasil no Fenix Latin American Film Prize

O apoio da Netflix aos produtores de conteúdo vai além. A Netflix criou o troféu especial Netflix Prima Opera Award para premiar os novos talentos, que será entregue no dia 7 de novembro junto com Fenix Latin American Film Prize, na Cidade do México.

Dois filmes brasileiros estão concorrendo a esse prêmio especial da Netflix: "Azougue Nazaré" (de Tiago Melo) e "Baronesa" (de Juliana Antunes). "O prêmio Prima Opera é a maneira que a Netflix encontrou para reconhecer novos talentos e as pessoas que criaram boas histórias", disse Avalos. "A Juliana e o Tiago são incríveis fontes de talento", completou.

O Brasil também está representado nas categorias principais do Fenix. Os filmes "As Boas Maneiras" e "As Herdeiras", por exemplo concorrem como melhor filme de ficção. A atriz Karine Teles foi indicada por sua atuação em "Benzinho", "Ex-Pajé" foi indicado na categoria de melhor fotografia de documentário e "Bixa Travesty", de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, foi indicado como melhor documentário.