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Criador de "Maniac", da Netflix, explica por que série não terá 2ª temporada

Emma Stone e Jonah Hill em cena do décimo episódio de "Maniac", nova minissérie da Netflix - Michele K. Short/Netflix
Emma Stone e Jonah Hill em cena do décimo episódio de "Maniac", nova minissérie da Netflix Imagem: Michele K. Short/Netflix

Osmar Portilho

Colaboração para o UOL

25/09/2018 04h00

Com Emma Stone, Jonah Hill e uma divulgação intensa da Netflix, "Maniac" atraiu grande atenção do público nos últimos dias ao mostrar um cenário totalmente insano envolvendo seus dois protagonistas, que são cobaias de uma experiência da indústria farmacêutica. Com um produto estrelado como este nas mãos, é natural se especular qual é o próximo passo a ser dado. Patrick Somerville, showrunner da série, deu uma longa entrevista ao Hollywood Reporter e explicou por que não haverá uma continuação para a série.

O Diretor Cary Fukunaga, Cindy Holland, vice-presidente da Netflix, e o criador e roteirista Patrick Sommerville - Dimitrios Kambouris/Getty Images  - Dimitrios Kambouris/Getty Images
O Diretor Cary Fukunaga, Cindy Holland, vice-presidente da Netflix, e o criador e roteirista Patrick Sommerville
Imagem: Dimitrios Kambouris/Getty Images

"Essa sempre foi uma série limitada. Por isso tivemos tanta liberdade para fazer um final tão poderoso. Muitas vezes na TV você tem que colocar seus personagens em um alto nível de desconforto no final para se ganhar uma nova temporada. E nós não", explicou.

Patrick, que escreveu e produziu os dez episódios de "Maniac", afirmou que há um grande desgaste em se criar uma série. "É uma energia tremenda e muita imaginação quando temos esse sentimento para fazer algo e continuar usando aquilo. Mas eu acho que o principal de 'Maniac' é justamente esse clima de improviso ao longo do processo porque sabíamos que seria só isso. Vamos fazer agora porque 'Maniac' é isso".

Dentro desta experiência cheia de alucinações e questionamentos do que é real ou não, a série passeia por vários argumentos válidos, como a solidão moderna. Annie (Emma Stone) dá um jeito de se infiltrar no experimento para alimentar seu vício em um dos comprimidos oferecidos no teste que ela adquiria ilegalmente. Owen (Jonah Hill) quer se adequar à sociedade em que vive e se livrar das alucinações que o acompanham junto com um diagnóstico de esquizofrenia.

Ambos entram e saem de diversas alucinações para entender suas próprias questões sociais e o porquê de seu isolamento. O showrunner confirmou que cada episódio reflete algum problema real em forma de metáforas.

"A série é sobre envolvimento e amizade. Das diversas maneiras que as pessoas podem se ajudar, mas você não pode chegar lá se não aceitar algumas coisas sobre você mesmo. Para mim, essa é a história de duas pessoas que não aceitaram quem eles são e encontram uma maneira do seu próprio jeito", explicou.