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Santa nudez, Batman! Herói mostra tudo em HQ, mas DC censura edição digital

Batman - Reprodução
Batman Imagem: Reprodução

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

19/09/2018 15h56

Décadas de curiosidade de fãs foram satisfeitas pela primeira edição da minissérie em quadrinhos "Batman: Damned", lançada pela DC Comics nesta quarta-feira (19). Isso porque o Homem-Morcego apareceu pela primeira vez nu, sem esconder nada, em algumas páginas da edição.

"Batman: Damned" faz parte de um novo selo da DC, intitulado Black Label, que promete abordar temas mais maduros usando personagens clássicos da editora. Para abrir esse novo filão, o roteirista Brian Azzarello e o ilustrador Lee Bermejo decidiram que mostrar a nudez de Bruce Wayne seria uma boa maneira de chamar a atenção do público.

O momento acontece quando o Batman chega na Batcaverna após uma noite que só pode ser descrita como estressante: ele desmaiou em uma ruela de Gotham após ser esfaqueado por bandidos, e acordou no apartamento do exorcista John Constantine - ainda por cima descobriu, pela manhã, que o Coringa estava morto.

"Batman: Damned" deixa claro que o Bruce Wayne deste universo, separado da cronologia oficial dos quadrinhos da DC, está sofrendo de problemas mentais - ele ouve vozes e se comporta de maneira bizarra na mansão Wayne. Por isso, sua atitude de retirar o uniforme e não colocar nenhuma roupa para substituí-lo é inserida na história.

Batman aparece nu  "Batman: Damned" - Reprodução/Screenrant - Reprodução/Screenrant
Batman aparece nu "Batman: Damned"
Imagem: Reprodução/Screenrant

A cena de nudez, no entanto, não acontece da mesma forma nas edições física e na digital dos quadrinhos. Para esta última, a DC obscureceu um pouco os desenhos, de forma que ficasse impossível ver as partes íntimas do herói.

A editora se mostrou bastante conservadora quanto ao conteúdo sexual de seus quadrinhos no passado, até mesmo recentemente. Como lembra o "CBR", uma cena de sexo entre Coringa e Arlequina em "Batman: White Knight", do roteirista Sean Murphy, foi barrada pela DC.

O selo Black Label tem várias publicações de grande porte para o futuro próximo, incluindo o retorno de Frank Miller para a sua "Superman: Year One", e uma minissérie de Greg Rucka sobre a filha da Mulher-Maravilha vivendo em um futuro pós-apocalíptico.