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Dylan Farrow critica entrevista de sua irmã sobre Woody Allen e reitera abuso

Dylan Farrow com sua mãe Mia Farrow no tapete vermelho da festa de gala da revista Time em 2016 - Neilson Barnard/AFP
Dylan Farrow com sua mãe Mia Farrow no tapete vermelho da festa de gala da revista Time em 2016 Imagem: Neilson Barnard/AFP

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

17/09/2018 08h13

A entrevista de Soon-Yi Previn, filha adotiva de Mia Farrow e atualmente mulher de Woody Allen, gerou críticas de sua irmã, Dylan Farrow, que a acusou de fazer “fabricações bizarras” com suas palavras.

À New York Magazine, Soon-Yi defendeu Allen de acusações de abuso sexual, feitas por Dylan, e quebra anos de silêncio. “O que aconteceu com Woody é tão entristecedor, tão injusto. Mia tentou tirar vantagem do #MeToo para fazer de Dylan uma vítima. E toda uma geração está ouvindo algo que não deveria”, afirmou Soon-Yi.

Após décadas de silêncio, mulher de Woody Allen o defende de acusação de assédio - ALBERTO PIZZOLI/AFP - ALBERTO PIZZOLI/AFP
Woody Allen e Soon-Yi Previn
Imagem: ALBERTO PIZZOLI/AFP

Em resposta, Dylan escreveu um post denunciando a autora da entrevista e da matéria à “New York”, Daphne Merkin, já que ela tem amizade com Allen há quatro décadas, e afirmou que a matéria tem diversas informações falsas. O comunicado é assinado por Matthew Previn, Sascha Previn, Fletcher Previn, Daisy Previn, Ronan Farrow, Isaiah Farrow e Quincy Farrow:

“A ideia de deixar a amiga de um susposto predador escrever uma matéria com apenas um lado, atacando a credibilidade de sua vítima é nojenta”, disse Dylan, nas redes sociais.

“Eu tenho uma mensagem para a mídia e para aliados de Woody Allen: ‘ninguém está me pintando como vítima’ – eu continuo sendo uma mulher adulta, fazendo uma alegação crível e que não mudou há duas décadas e tendo suporte de evidências”, continuou ela.

Entre as acusações de Soon-Yi, ela faz duras críticas a Mia Farrow e diz que era mal tratada. Farrow “demonstraria seu poder” com tapas no rosto, batendo nela com uma escova de cabelo ou a chamando de “estúpida” e “idiota”. Soon-Yi também diz que ela e suas irmãs adotivas foram usadas como “domésticas”, enquanto Farrow se mantinha ocupada reorganizando os móveis, fazendo pedidos de catálogos e conversando com as amigas ao telefone.

Quando chegou à puberdade, ela foi praticamente deixada por conta própria. "Eu gostaria que ela tivesse me ensinado como se maquiar", diz ela. "Eu não sei como fazer nada disso. Mia nunca me ensinou como usar um absorvente, e minha babá foi quem me deu meu primeiro sutiã."

Leia a tradução do comunicado completo:

"Woodie Allen me molestou quando eu tinha sete anos, parte de um documentado padrão de comportamentos inapropriados, toques abusivos, que um juiz disse não haver evidências de eu ter sido treinada [para fazer este discurso] e que não era seguro para mim estar na presença de Woody Allen. A autora escreveu sobre sua amizade e proximidade com Woody Allen. A ideia de deixar a amiga de um susposto predador escrever uma matéria com apenas um lado, atacando a credibilidade de sua vítima é nojenta.

Quando a New York me contatou, eles descreveram múltiplas alegações falsas. A autora  até sugeriu que minha mãe me chantageou com uma boneca que não foi fabricada até anos depois. A história inclui fabricações bizarras sobre minha mãe, enquanto falha em mencionar que um promotor encontrou provável causa para o abuso de Woody Allen e que ele fazia terapia para sua prejudicial fixação em meu corpo.

Minha mãe nunca me treinou, mas ela esteve ao meu lado, até quando Woody Allen fez um inferno a vida dela com advogados e publicitários e aliados como a autora desta matéria. Graças à minha mãe, eu cresci numa casa maravilhosa, repleta de amor, que ela criou. Eu tenho uma mensagem para a mídia e os aliados de Woody Allen: ‘ninguém está me pintando como vítima’ – eu continuo sendo uma mulher adulta, fazendo uma alegação crível e que não mudou há duas décadas e tendo suporte de evidências. Minha única hesitação tem sido minha mãe virar alvo, como é agora. Vergonha, New York Magazine."

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