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Mr. Catra cuidou de mim como filha, diz Popozuda; famosos prestam homenagem

Lello Lopes

Do UOL, em São Paulo

09/09/2018 18h58

Cantores, artistas e famosos usaram as redes sociais para prestar homenagem a Mr. Catra, que morreu neste domingo (9) após uma batalha contra o câncer de estômago.

Uma das primeiras a se manifestar foi a funkeira Valesca Popozuda, que chorou bastante em vídeos publicados nos Stories do Instagram. A cantora também compartilhou uma foto de Catra sorrindo. 

"Vai ser assim que eu sempre lembrarei de você meu "pai"! Poucos sabiam da importância que você tem em minha vida, mas você sempre cuidou de mim como filha. De todas pessoas que me deram apoio e força quando comecei você foi o que mais me estendeu a mão e me colocou no "colo" e disse " vamos que eu vou te ensinar como se faz" ! Descansa em paz, negão. Vai brilhar lá de cima, vai com Deus porque você vai fazer uma falta pra todos nós, mas tenha o descanso merecido! Te amo te amo te amo #Luto".

Já a atriz e apresentadora Fernanda Souza revelou que tinha uma entrevista marcada com Mr. Catra para o seu programa "Vai Fernandinha", do Multishow. Ela iria dar ao cantor um livro com histórias escritas contadas por cada um dos filhos do funkeiro.

 "Queria muito ter podido te homenagear, Catra, te entregando esse presente que nossa equipe de pesquisa e criação fez com tanto amor! Pena que não deu tempo pois um pouquinho antes do dia da sua gravação você foi internado... Vai com Deus, meu amor! Descanse, guerreiro... Toda força do mundo pra sua família!", escreveu.

Veja mais declarações:

Tô na merda...Que tristeza, talvez por te ouvir reclamar tanto de dor um conforto pro seu corpo. Fico chateado quando vejo alguém do seu segmento não te reverenciar, pois se hoje o funk é bem aceito você tem uma contribuição incrível. Descanse em paz e eternamente lembrarei do seu sorriso. Te Amo. Arlindinho Cruz

Meus sentimentos a toda família Mr. Catra. Que vida curta, meu Deus. Esse cara foi um dos meus professores no mundo do funk, me ensinou muitas coisas boas, lembro até hoje ele me dando conselhos e conselhos. Vai deixar muitas saudades, MITO DO FUNK. Nego do Borel

Te conhecer ao longo desses anos foi um privilégio. Mesmo sabendo que não faltará filho pra consolar um ao outro, desejo força pra família. Danilo Gentili

Aonde tudo começou!

Uma publicação compartilhada por Tati Quebra Barraco (@tatiquebrabarracooficial)

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Negranossauros Rex, meu irmão, obrigado por sua alegria e amor infinitos! Você já está fazendo uma falta que nem imagina. Deus o tenha em um bom lugar. Péricles

Nosso querido Mr. Catra perdeu hoje sua batalha contra o câncer. Todos nós do Superpop estamos muito tristes e desejamos muita força a toda família. Que ele descanse em paz. Luciana Gimenez

Que tristeza...

Uma publicação compartilhada por JoJo (@jojotodynho)

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Ele sempre mandava aqui no Twitter que eu era filha dele, quem lembra? Que Deus conforte os corações da família! Vai deixar saudades Maisa Silva

Hoje nosso paizão partiu para os braços do nosso senhor Jesus... Eu tenho muito a agradecer a grande oportunidade de ter começado minha carreira ao lado desse grande cara! Obrigado por todos os momentos, paizão! O PAPAI CHEGOU NO CÉU... MC Gui

Descanse em paz

Uma publicação compartilhada por Kelly Freitas . Kelly Key ?? (@oficialkellykey)

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Estou muito triste com essa perda. 'Lady Night' com Catra foi um dos programas de que eu mais gostei. Ele é um homem surpreendente! Extremamente inteligente! Doce! Sensível! Amoroso! Eu não sabia que ele estava doente. Queria ter dito pra ele o quanto fiquei admirada e encantada. Estou triste mesmo Tatá Werneck

Quando, nos anos 90, o Orfeu de Cacá Diegues ficou pronto, fomos exibi-lo em Vigário Geral e Vidigal. Em Vigário, houve um show em que eu cantava canções que compus para o filme e, representando o som de rap e funk das favelas que (para desgosto de K. Maxwell) pontuava suas cenas, subiram ao palco MVBill e @MrCatraReal. Havia uma tela grande ao ar livre para projeção e um palco adjacente. Quando eu fui anunciado, um número simpático de moradores se aproximou e pude ver algumas caras atentas entre os que me ouviam. Quando Bill foi anunciado, houve aplausos mais intensos e cresceu muito o número de espectadores frente ao palco. Mas a multidão se multiplicou e delirava ao grito do nome de Mr. Catra. Muita gente vinha dos barracos, gente que nem tinha se abalado para vir ver o filme. Fiquei fã de Bill, cuja música já conhecia, impressionado com sua beleza, elegância e integridade. E Catra, que eu desconhecia totalmente, me fascinou para sempre. Fiquei amigo tanto de Bill quanto de Catra. Com Bill tenho tido mais colaboração e parceria. Mas Catra foi uma série de surpreendentes revelações. Sua voz, suas conversas, suas histórias, sua vida, sua obra. Em Vigário ouvi coisas que vieram a ser conhecidas como funk proibidão. Depois ouvi de Catra autobiografia em que ele, criado por família branca de classe média, resolveu, adulto, ir viver na favela. Mais tarde, fui vê-lo cantar no ParisCafé, no Recreio dos Bandeirantes, canções religiosas hebraicas sobre base eletrônica, entre damas da noite de salto alto e sem roupa. Seu amor por Israel era imenso. Sua visão da história era ousada e problematizada pessoalmente ("negros é que escravizaram negros e os venderam na costa"; "não precisamos de cotas mas de reencontrar a nobreza negra"; "não vou votar em ninguém em 2018: do jeito que tá hoje, me arrependo de ter lutado pela redemocratização"). Teve vida poligâmica organizada. Ele representava coisas essenciais do ethos das periferias urbanas brasileiras. E era um cara alto astral, que sabia gostar de viver. É um caso existencial que o Brasil deveria amadurecer para estudar. O povo e tantos de nós amadurecemos para amar. 32 filhos. Muita coisa para ser vivida em apenas 49 anos.

Uma publicação compartilhada por Caetano Veloso (@caetanoveloso)

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