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Por que "Ghoul: Trama Demoníaca" é a melhor série de terror da Netflix?

Cena da minissérie "Ghoul - Trama Demoníaca" - Reprodução
Cena da minissérie "Ghoul - Trama Demoníaca"
Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

07/09/2018 04h00

"Ghoul - Trama Demoníaca" é um ponto fora da curva do que temos hoje na Netflix. A série curtinha de três episódios (pode chamá-la de minissérie, caso queira) é a melhor produção de terror disponível no catálogo do serviço, e faz dar medo com uma lenda local.

O diretor e roteirista Patrick Graham conseguiu dominar a história que pretendia contar e fez do clichê "menos é mais" a força da série, que em momento algum fica arrastada tentando comover o espectador. E, para ser justo, nem precisa.

Nida Rahim (interpretada pela fantástica Radhika Apte) é uma recruta de um governo totalitário cega pelos seus ideais. Após conseguir um cargo em uma detenção militar, a jovem fica encarregada de cuidar de Ali Saaed, um perigoso terrorista.

O curioso, e todos na prisão se questionam isso, é que como que uma das pessoas mais visadas pelo regime atual pôde ser capturada tão facilmente? Algumas horas antes de ser interrogado, o terrorista foi encontrado pelos militares sentado em uma sala, com dezenas de corpos ensanguentados ao seu lado.

Sua única reação foi cochichar algo no ouvido do soldado que o abordou. Simples assim.

Cena da série "Ghoul - Trama Demoníaca" - Divulgação - Divulgação
Radhika Apte em cena de "Ghoul - Trama Demoníaca"
Imagem: Divulgação

"Ghoul" te prende no sofá com a expectativa de saber o que realmente está acontecendo naquele local. Entre discussões sobre a violência excessiva do governo totalitário, a série utiliza-se de um debate político para desencadear o grande vilão da história.

Com um pé na franquia "Alien", no sentido do clímax se desenrolar em um local fechado, praticamente sem saída, a série é curta o suficiente para ser terminada em uma noite e você sair perturbado. E grande culpa disso é da ambientação perfeita criada pelo diretor.

Patrick Graham usa corredores apertados, personagens maniqueístas e muitos instrumentos de tortura para dar o tom de "Ghoul". E entre tantos caminhos sinuosos, insere pequenos detalhes que sempre funcionam em projetos de terror, como frases misteriosas em uma língua anciã e símbolos assustadores.

"Eu quis fazer um monstro de mitologia que nunca tinha sido feito antes", analisou o diretor em entrevista ao site "Scroll". "Zumbis, lobisomens e vampiros já estão em todo lugar, então quis trazer uma velha lenda para a cultura do terror moderno".

E ele conseguiu. "Ghoul - Trama Demoníaca" ainda deixa espaço para uma continuação. Seria um desperdício não ter uma segunda temporada da série.