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Ator de "The Cosby Show" que trabalha em mercado será recorrente em série

Geoffrey Owens na época do "The Cosby Show" e nos dias de hoje - Montagem/UOL
Geoffrey Owens na época do "The Cosby Show" e nos dias de hoje Imagem: Montagem/UOL

Lello Lopes

Do UOL, em São Paulo

07/09/2018 13h43

O ator Geoffrey Owens, famoso nos anos 80 por seu papel em "The Cosby Show" e que foi flagrado recentemente trabalhando no mercado Trader Joe's, aceitou participar da série "The Haves and the Have Nots". A informação é do The Hollywood Reporter. Owens terá um papel recorrente na sexta temporada da série, aparecendo em 10 episódios. 

Na segunda-feira, Owens disse em seu Twitter que iria gravar a série, mas não tinha dado detalhes sobre o tamanho do trabalho.

Entenda o caso

Owens afirmou que aceitou o emprego no Trader Joe's há 15 meses por causa da flexibilidade de horários, enquanto buscava outros empregos na área de atuação, direção ou ensino.

"Espero que reavaliemos a ideia de que há um trabalho melhor do que o outro. Isso não é verdade", afirmou Owens ao programa "Good Morning America". A revelação de que estava trabalhando no mercado foi feita pelo canal Fox, que recebeu muitas críticas nas redes sociais.

"Que notícia é essa?", perguntou Patricia Heaton, de "Everybody Loves Raymond". "Por que vocês estão tentando humilhar esse ator honrado e trabalhador? Vocês deviam se envergonhar".

O ator Terry Crews disse que varreu chão após trabalhar no "Saturday Night Live". "Se necessário, eu faria de novo. Trabalho bom e honesto não é nada para se envergonhar", afirmou.

O ator americano James Woods também se manifestou afirmando que Owens está ganhando hoje mais do que Bill Cosby. "Agora, talvez, algum diretor de elenco tome nota deste bom homem que engoliu o seu orgulho e está disposto a trabalhar".

Owens afirmou no programa de TV que ninguém deveria sentir pena dele. "Tive uma ótima vida e uma ótima carreira. Tive uma carreira pela qual a maioria dos atores morreria".

Vale lembrar que Bill Cosby foi condenado recentemente por abuso sexual e caiu em desgraça nos Estados Unidos. A Justiça ainda não decidiu a pena, mas ele pode pegar até 30 anos de prisão.