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Morre aos 92 anos Gloria Jean, que atuou com Carmen Miranda em "Copacabana"

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A atriz Gloria Jean Imagem: Divulgação

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

04/09/2018 14h46

A nova-iorquina Gloria Jean, que no auge de sua fama nos anos 1940 estrelou comédias e musicais ao lado de astros como Bing Crosby e W.C. Fields, morreu na sexta-feira (31) aos 92 anos.

O "The Hollywood Reporter" confirmou a morte da atriz e cantora com os seus biógrafos, Scott & Jan McGillivray, nesta terça (4). Jean morreu por complicações da pneumonia.

Treinada em canto clássico, Jean foi contratada pelo estúdio Universal aos 13 anos de idade. O sucesso do seu primeiro filme, o musical "Traquina Querida" (1939), a transformou em uma favorita do estúdio.

Em 1940, atuou ao lado de Bing Crosby em "Se Fosse Eu". Em 1941, foi escolhida pessoalmente pelo comediante W.C. Fields para aquele que seria seu último filme como protagonista, "Never Give a Sucker an Even Break".

Jean contou em entrevista ao jornalista Skip E. Lowe que Fields foi proibido de beber no set graças a sua presença. "Ele dava um jeito mesmo assim. Ele se escondia atrás da tela verde, e contratava um anão para buscar a bebida para ele", relatou.

Ao lado de Donald O'Connor e Peggy Ryan, Jean estrelou uma série de comédias musicais bastante populares com o público americano, incluindo "Regresso Retumbante" (1942), "Traquina Enamorada" (1942) e "Epopeia da Alegria" (1944).

"Os Mistérios da Vida", de 1943, deveria ser a sua estreia dramática - no entanto, o estúdio achou que a performance de Jean na pele de uma garota cega estava roubando cenas dos grandes astros do elenco, como Edward G. Robinson e Barbara Stranwyck. Como resultado, o material filmado por Jean foi cortado e reeditado em "O Milagre da Fé" (1944), que não fez tanto sucesso.

Já ao lado de Groucho Marx e Carmen Miranda, Jean apareceu no musical "Copacabana" (1947). Nos anos 1950, sua carreira musical e cinematográfica esfriou, e ela foi contratada como hostess do restaurante taitiano de Studio City, em Hollywood.

Mais tarde, ela conseguiria trabalho como recepcionista no Redken Laboratories, uma produtora de cosméticos, e se manteria na indústria até sua aposentadoria, trinta anos depois.

Jean se casou com Franco Cellini em 1962, mas ele se tornou um marido ausente e um pai distante para Angelo, único filho da atriz, que morreu no ano passado. A atriz passou os seus últimos anos no Havaí, em casa que pertencia ao filho.