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Slash manifesta apoio ao #MeToo, mas se diz preocupado com "falsas acusações"

Kevin Winter/Getty Images
O guitarrista Slash, do Guns N´ Roses Imagem: Kevin Winter/Getty Images

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

28/08/2018 20h11

O guitarrista Slash, do Guns N' Roses, manifestou seu apoio ao movimento #MeToo, que vem denunciando e combatendo o assédio no mundo do entretenimento, mas fez uma ressalva: homens podem estar sendo acusados injustamente de má conduta sexual.

O músico abordou o assunto, que vem afetando profundamente a forma com que homens e mulheres se relacionam, em entrevista à revista "Classic Rock". "Acho que o movimento #MeToo é totalmente justificado. Estamos atrasados", disse Slash, que afirmou ter feito uma reavaliação de sua postura no passado.

"[É complicado] no contexto de estar em uma banda de rock", contemporizou. “Felizmente, sou casado, então não estou lidando com tudo isso, mas tenho que admitir que houve momentos em olhei para trás e conclui: 'Bem, aquilo foi consensual.”

Ainda de acordo com o guitarrista, apesar de justo, o movimento dá, sim, margem a disseminação de falsas acusações, o que pode trazer sérios prejuízos a vida e carreira de acusados. “Mesmo se você tiver seu nome limpo, o dano já estaria feito. E isso é muito triste."

Desde a explosão do #MeToo, vários músicos famosos tiveram de lidar com acusações de assédio, incluindo Seal, Gene Simmons e Nick Catanese, do Black Label Society, que se declarou culpado por assediar sexualmente uma menina de 14 anos e recebeu pena de liberdade condicional nos Estados Unidos.

É possível que a opinião de Slash tenha a ver com casos como o da banda polonesa Decapitated, cujos integrantes tiveram de passar 96 dias presos após serem acusados de estupro coletivo. Todas as acusações acabaram sendo retiradas, e o grupo foi considerado inocente pela Justiça.