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Por que "Os Inocentes" vai ser sua nova obsessão na Netflix

Harry (Percelle Ascott) e June (Sorcha Groundsell) em cena de "Os Inocentes", da Netflix - Divulgação/Netflix
Harry (Percelle Ascott) e June (Sorcha Groundsell) em cena de "Os Inocentes", da Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

24/08/2018 04h00

Não é fácil lidar com as transformações da adolescência. E a série "Os Inocentes", que chega à Netflix nesta sexta-feira (24), encontrou uma representação perfeita disso na história de June McDaniel (Sorcha Groundsell), adolescente que foge de casa ao completar 16 anos e descobre, por acaso, que é uma shapeshifter, ou seja, uma pessoa com a habilidade de se transformar em outra.

O dom (ou maldição) de June vem à tona enquanto ela foge de seu padrasto repressivo ao lado de seu namorado, Harry Polk (Percelle Ascott) -- que, por sua vez, tenta escapar da obrigação sufocante de cuidar de seu pai doente enquanto sua mãe trabalha como investigadora da polícia. Os dois vão aos poucos aprendendo a lidar com o poder de June, enquanto são procurados pela polícia, por suas famílias, e por um médico duvidoso interpretado pelo veterano Guy Pearce.

Equilibrando toques de romance, ação e sobrenatural, "Os Inocentes" tem tudo para ser a sua nova obsessão da Netflix. Contamos abaixo os motivos para você conferir a trama criada por Simon Duric e Hania Elkington.

Os protagonistas são carismáticos

Protagonistas carismáticos - "Os Inocentes", da Netflix - Divulgação/Netflix - Divulgação/Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

Desde o início, os atores britânicos Sorcha Groundsell e Percelle Ascott são a alma da série. Pouco conhecidos do público -- ela fez a minissérie da BBC "Clique" e ele fez a série "Bruxos vs Aliens", da mesma emissora --, eles conseguem cativar e fazem você mergulhar completamente no romance de June e Harry. Entre declarações de amor doces e ingênuas a reações dramáticas, os dois constroem uma conexão forte que permanece até mesmo quando June se transforma em outra personagem. Sorcha sai de cena, mas Percelle nos faz acreditar que está vendo a amada mesmo que ela esteja no corpo de um homem de 40 anos. 

A história te mantém intrigado o tempo todo...

história - "Os Inocentes", da Netflix - Divulgação/Netflix - Divulgação/Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

A série começa devagar, mas desde o início vai entregando peças do mistério em torno do poder de June, enquanto equilibra o romance açucarado dos protagonistas com cenas de ação, a introdução de novos personagens e dramas familiares que aconteceram muito antes da fuga do casal. Tudo vem amarrado em um roteiro esperto que não dá ponto sem nó -- aqui, nenhuma coincidência é gratuita, acredite. Você simplesmente não consegue parar de ver (e dá até para perdoar algumas das repetições que acontecem na primeira metade da temporada, de oito episódios).

... E não se atém a um rótulo

Dr. Halvorson (Guy Pearce) em cena de "Os Inocentes", da Netflix - Divulgação/Netflix - Divulgação/Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

Nos passos de "13 Reasons Why" e "The End of the  F***ing  World", "Os Inocentes" não foi feita para agradar apenas ao público adolescente. Qualquer um pode se identificar com seus temas universais, como o amadurecimento, os obstáculos da adolescência e as dificuldades de ser diferente. A série não é superficial nem transforma esses temas em um grande dramalhão, o que ajuda a embarcar na história. Já a inocência de June e Harry traz um conforto ao coração em uma época em que muita gente começa a cansar do excesso de produções pesadas e cheia de protagonistas atormentados.

Os coadjuvantes também se destacam

Runa (Ingunn Beate Øyen) e Dr. Halvorson (Guy Pearce) em cena de "Os Inocentes", da Netflix - Divulgação/Netflix - Divulgação/Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

De longe o nome mais conhecido do elenco, Guy Pearce é interessante como o misterioso Dr. Halvorson, e está bem acompanhado. Entre os coadjuvantes, se destacam a finlandesa Laura Birn como Elena, mãe de June, e a norueguesa Ingunn Beate Øyen como Runa, parceira de Halvorson (foto). Menção honrosa, também, para os atores que interpretam os personagens em que June se transforma ao longo da série -- eles têm que interpretar uma garota de 16 anos presa em outro corpo, o que não deve ser nada fácil. 

As paisagens e a trilha sonora dão show

fotografia - "Os Inocentes", da Netflix - Divulgação/Netflix - Divulgação/Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

Situada na Inglaterra e na Noruega, "Os Inocentes" traz belas paisagens naturais e urbanas, filtradas por uma fotografia que privilegia os tons frios e acinzentados, acentuando o clima de suspense da série e a jornada sombria dos protagonistas. A trilha sonora também se destaca, alternando entre indie rock e as composições originais de Carly Paradis, que trabalhou na série "True Detective" e no filme "A Invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese.