PUBLICIDADE
Topo

"Aretha Franklin brasileira": Margareth Menezes homenageia rainha do soul

A baiana Margareth Menezes - false
A baiana Margareth Menezes

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

16/08/2018 14h19

A morte de uma das maiores cantoras de todos os tempos reverbera também no Brasil. Aretha Franklin morreu nesta quinta-feira (16), nos Estados Unidos, e deixou lamentos como o de uma artista que já foi chamada de "Aretha Franklin brasileira": Margareth Menezes.

17.dez.2015 - A cantora Aretha Franklin participa de evento de jazz no Lincoln Center, em Nova York - Mike Coppola/Getty Images for Jazz at Lincoln Center - Mike Coppola/Getty Images for Jazz at Lincoln Center
A cantora Aretha Franklin em 2015
Imagem: Mike Coppola/Getty Images for Jazz at Lincoln Center

Em entrevista ao UOL, Margareth lamentou a morte da norte-americana de 76 anos, que lutava contra um câncer no pâncreas. "Ela é uma artista ímpar no mundo da música, da música soul americana, da alma, do povo. Realmente uma grande perda, mas que deixa um legado maravilhoso. Era uma intérprete diferenciada, ao mesmo tempo com uma energia e uma suavidade para cantar, uma coisa muito linda, muito profunda", elogiou Margareth, ao relembrar a voz por trás de hits como "Respect" (1967) e "I Say a Little Prayer" (1968).

Margareth foi chamada de "Aretha Franklin brasileira" pelo jornal norte-americano "Los Angeles Times", em 2004, quando se apresentou em uma noite dedicada à música brasileira no Hollywood Bowl, ao lado de Jorge Ben Jor e Daúde. 

LEIA TAMBÉM

"Para mim é um grande sentimento e tive a honra de ter sido comparada a ela por alguns jornais americanos, o que foi um grande aprendizado. Ela foi uma referência muito positiva para todos nós. Então, com certeza essa obra fica, esse legado impressionante e eterno da Aretha. Valeu, Aretha Franklin, valeu demais", despediu-se a cantora baiana.

Cantora, compositora e dona de um timbre inconfundível, Aretha é considerada a rainha da soul music. Em mais de 60 anos de carreira, acumulou 18 prêmios Grammy, que a tornaram a segunda cantora com o maior número de estatuetas. Ela também fez história como a primeira mulher a entrar no Hall da Fama do Rock em 3 de janeiro de 1987.