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"O que Freddie faria?": Ator conta desafios de viver Mercury em biografia

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Rami Malek como Freddie Mercury em "Bohemian Rhapsody" Imagem: Reprodução

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

09/08/2018 15h18

O ator Rami Malek conversou com a "Entertainment Weekly" sobre os desafios de viver Freddie Mercury, o lendário frontman do Queen, na cinebiografia "Bohemian Rhapsody", cuja produção cheia de polêmicas não foi tão diferente da vida do cantor.

"Eu posso dizer com toda a certeza que eu jamais seria capaz de abandonar esse filme e deixá-lo incompleto. Sempre que passávamos por qualquer dificuldade no set, eu pensava: 'O que Freddie faria?'. E eu posso te garantir que ele ficaria e daria um jeito de chegar até o final", comenta o ator.

Malek também se esforçou para capturar todos os "ângulos" da personalidade do vocalista. "Eu voltava a assistir as entrevistas e shows dele sempre que o perdia de vista. Ele era esse showman corajoso no palco, mas tinha um lado reclusivo e solitário entre quatro paredes. Foi um desafio enorme."

"Bohemian Rhapsody", que contou com a bênção do Queen, passou pela demissão do seu astro original, Sacha Baron Cohen (o famoso "Borat"), pelo afastamento do seu diretor, Bryan Singer ("X-Men"), após surgir denúncias de pedofilia, e por revolta dos fãs do cantor, que estranharam a ausência de referências à bissexualidade e ao diagnóstico de HIV de Mercury nos trailers.

"Eu acho que fizemos um filme muito equilibrado", diz o produtor Graham King sobre as polêmicas. "Retratamos os dois lados da sexualidade de Freddie, não o desrespeitamos de forma alguma."

O diretor Singer foi substituído por Dexter Fletcher ("Voando Alto") durante a produção, mas seguirá com crédito oficial pelo filme, devido a uma diretriz do sindicato de diretores de Hollywood. O elenco de "Bohemian Rhapsody" é completado por Aiden Gillen ("Game of Thrones"), Lucy Boynton ("Sing Street") e Tom Hollander ("Piratas do Caribe"), entre outros.

A estreia ficou para 1º de novembro no Brasil.