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Bela Gil conta como costelinha a fez descobrir que filha não era vegetariana

Bela Gil participou de debate na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo - Iwi Onodera/UOL
Bela Gil participou de debate na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo Imagem: Iwi Onodera/UOL

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

03/08/2018 17h16

Bela Gil participou de um bate-papo ao lado de Marcos Piangers, autor de "O Papai é Pop", na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, sobre maternidade.

A apresentadora do GNT e autora de "Bela Maternidade - Meu Jeito Simples de Ser Mãe", lançado neste ano, falou com mais detalhes sobre como ama ser mãe e também como recebe críticas nas redes sociais por desglamourizar a maternidade.

"As pessoas não gostam de bastidores. Tem gente que reclama que a vida nas redes sociais é glamourosa, mas elas não estão preparadas para a realidade como um todo.", apontou a mãe da Flor e do Nino.

Ela ainda completou: "Uma vez coloquei foto de amamentação. Não dá para agradar todo mundo. As redes sociais estão refletindo a minha vida. Eu ficaria grávida a vida inteira. Não estou fingindo ou mostrando que minha vida é maravilhosa. Aquelas são escolhas que eu fiz. Eu amo ser mãe, amo amamentar."

Mesmo com memes espalhados sobre seus conselhos de alimentação natural, Bela falou sobre como é importante a nutrição dos pequenos e tenta ensinar aos filhos que o importante é saber comer de maneira saudável.

"Às vezes minha filha liga para a avó, 'Vamos para a churrascaria?'. Acho que o desafio é não abrir mão da educação da criança, para que ela se torne saudável quando crescer. Em casa não tem produtos industrializados, mas eu crio minha filha como um ser humano livre. Ela não anda tão doente quando os amiguinhos dela, e isso é muito bom. A questão é essa, se a criança gosta de comer bem, não tem problema dar refrigerante, porque quando ela voltar para casa vai comer arroz, feijão e legumes", ponderou Bela.

Na Bienal de SP, Bel Gil mostra seu livro "Bela Maternidade" - Iwi Onodera/UOL - Iwi Onodera/UOL
Na Bienal de SP, Bel Gil mostra seu livro "Bela Maternidade"
Imagem: Iwi Onodera/UOL

A apresentadora ainda se lembrou, arrancando risos do público que acompanhou o debate, de quando percebeu que a filha adorava carne, como relatou em seu livro sobre maternidade. "Minha filha foi vegetariana até os três anos, e aí teve uma vez que ela sentou no colo do meu irmão e devorou uma costelinha de porco. Eu pensei na hora, 'Não tem como essa menina ser vegetariana mesmo.'"

A conversa também explorou a ideia de uma licença maternidade para os pais, prática comum em alguns países da Europa e ainda rara no Brasil. "Nos seis meses que a mãe pode ficar amamentando, o pai pode ficar cuidando da criança. E isso é muito mais saudável para o filho. Os primeiros meses de vida da criança são importantes para ela se tornar um ser humano mais seguro e presente", disse Bela Gil.

Marcos analisou que também cabe outro ponto de dúvida: da fragilidade masculina no trabalho, não apenas da mãe. "Tenho amigo que fala que licença para os pais é loucura, porque pode perder o emprego também, acaba ficando vulnerável igual à mãe", analisou Marcos. "Acaba sendo uma luta feminista também", completou Bela.

Serviço:

Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Endereço: Pavilhão do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209. São Paulo
Datas: De 3 a 12 de agosto
Horário: das 9h às 22h
Ingressos: R$ 12,50 (meia) R$ 25 (inteira)
Site oficial: http://www.bienaldolivrosp.com.br/