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De volta aos anos 90: Por que ainda vale a pena ver filmes de basquete

O elenco de "Tio Drew", dirigido por Charles Stone III - Divulgação
O elenco de "Tio Drew", dirigido por Charles Stone III Imagem: Divulgação

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

19/07/2018 13h24

"Tio Drew", que chega aos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (19), joga luz sob um gênero famoso que andava sumido das telas: os filmes de basquete. Eles, que já reinaram em Hollywood, parecem estar voltando à baila escorados na popularidade de LeBron James, que deve ser o protagonista do novo "Space Jam".

Popularíssimo nos anos 1990, tempos do Dream Team e do auge de Michael Jordan, esse tipo de filme fez a fama de astros, roteiristas e diretores, rendendo ótimos e variados títulos como “Homens Brancos Não Sabem Enterrar”, do cineasta Ron Shelton, e “Jogada Decisiva”, de Spike Lee.

“Tio Drew” pode não fazer cócegas aos colegas, mas a comédia diverte. A história nasceu de uma propaganda da Pepsi em que um jogador profissional (Kyrie Irving) vestido de idoso desafia jovens em uma partida real de basquete de rua. No filme, um time septuagenário completado por jogadores e ex-jogadores da NBA, incluindo Shaquille O'Neal, volta às quadras após 50 anos.

Embora o esporte não viva seus melhores dias no Brasil, país que já foi campeão mundial masculino e feminino, há motivos para dar uma chance a esse tipo de produção. E você não precisa ser jogador nem fã de basquete para se deleitar com eles.

Kyrie Irving em cena de "Tio Drew" - Quantrell Colbert/Lionsgate - Quantrell Colbert/Lionsgate
Imagem: Quantrell Colbert/Lionsgate

Aprender sobre basquete de rua

Abrindo como um falso documentário sobre Drew, lenda do basquete de rua, o filme dá uma pequena aula sobre essa modalidade, cujas regras e ídolos ainda são pouco conhecidos por aqui. No longa, o destaque é o The Rucker, campeonato de basquete de rua lendário criado no Harlem nos anos 1960 que atraía multidões e levou inúmeros jovens à liga profissional americana. De quebra, você ainda aprende sobre uma parte importante da cultura negra.

Shaquille O'Neal em cena de "Tio Drew" - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Resgatar os "bons tempos" do esporte

Parou de acompanhar basquete depois da aposentadoria de Michael Jordan e não tem ideia de quem sejam Kevin Durant e Stephen Curry? Você não está sozinho. Para reviver um pouco da atmosfera dos anos 1990, assista ao filme e repare bem na direção retrô e na impagável atuação de Shaquille O'Neal na pele do pivô septuagenário Big Fella, um professor de caratê heterodoxo e dançarino incidental de break. Os ex-jogadores Reggie Miller, Chris Webber e Lisa Leslie também brilham no filme.

Nate Robinson em cena de "Tio Drew" - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Curtir a trilha sonora

A parte musical “Tio Drew” é de "responsa". Faz valer o preço de metade do ingresso. Clássicos da música negra são mesclados a bons sons do rap atual. Pérolas de The Isley Brothers (“Between the Sheets”), Pleasure (“Let´s Dance”), Gladys Knight & The Pips (“Midnight Train to Georgia”) e The Gap Band (“I Don't Believe You Want To Get Up And Dance”) se juntam a A$AP Ferg (“Harlem Anthem”), A$AP Rocky (“Cocky”), Wiz Khalifa (“What’s the Play”) e G-Eazy (“1942”) numa deliciosa e histórica salada sonora.

Cena de "Tio Drew" - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Torcer por quem pelo menos chega à final

Não é vergonha admitir. Torcer por um time fictício azarão e improvável, formado por idosos, tem lá seus atrativos, mesmo quando você já começa a sacar no meio do filme para onde o roteiro está te levando. Ao contrário da seleção brasileira nas últimas Copas, os atletas geralmente chegam à final. Em “Tio Drew”, esse sentimento se maximiza na figura do antagonista, o técnico Mookie (Nick Kroll), uma figura asquerosa e repugnante, assim como o jogador Casper Jones, interpretado pelo jovem Aaron Gordon, estrela do Orlando Magic.

Cena de "Tio Drew" - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Basquete é um baita esporte, afinal

É questão de gosto, OK, mas poucas competições conseguem ser tão emocionantes e arrebatadoras como o basquete, que tem história e mitologia únicas. Mesmo com seus grandes destaques individuais, o esporte é guiado pela coletividade. Todos atacam e defendem intensamente, e o filme frisa a importância do espírito colaborativo e a necessidade de cooperação do ser humano, em todos os sentidos.