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Supergrupo do metal lança disco dançante com ares de Abba e Bee Gees

A banda sueca The Night Flight Orchestra, que chega ao quarto álbum em alta - Divulgação
A banda sueca The Night Flight Orchestra, que chega ao quarto álbum em alta Imagem: Divulgação

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

08/07/2018 04h00

Não é novidade que mesmo os fãs de metal mais pesado costumam ter um pezinho nos gêneros mais leves e até suas preferências no mundo pop. Um exemplo é supergrupo The Night Flight Orchestra, uma banda sueca formada por integrantes de bandas de metal extremo, que vem fazendo sucesso em outra praia: o hard rock, com pitadas pop de bandas como seus conterrâneos do Abba e os Bee Gees.

O novo trunfo da Night Flight Orchestra está no quarto disco da banda: “Sometimes the World Ain’t Enough” e seus singles vêm agradando quem gosta de metal, classic rock, hard rock e AOR (o adult-oriented rock, mais comum lá na década de 1980).

As influências do mundo pop e do rock dão um toque dançante ao som da banda, como Survivor, Foreigner, Toto e Asia e ao progressivo, na linha de Yes e Genesis.

O segredo está na quantidade de cada ingrediente que a banda colocou neste liquidificador. O fato é que deu liga, desde o primeiro disco, ainda que boa parte dos fãs tenha demorado até agora para descobrir os atrativos da Night Flight Orchestra, fundada em 2012.

Os músicos que formam a banda são conhecidos na cena do metal, mas de vertentes mais pesadas. O vocalista, um dos trunfos do sexteto, é Bjorn Strid, do Soilwork, assim como o guitarrista David Andersson. O baixista Sharlee D’Angelo toca com o Arch Enemy e o Spiritual Beggars e já foi do Mercyful Fate e King Diamond. Completam a formação Jonas Källsbäck na bateria (Mean Streak), Sebastian Forslund na guitarra e Richard Larsson no teclado (Gathering of Kings).

É claro que há baladas, como esta chiclete "Lovers in the Rain":

Objetivo pouco modesto

Segundo Bjorn Strid, a banda surgiu por um motivo simples: eles achavam que havia um buraco na cena, uma necessidade de algum conjunto que voltasse a fazer grandes hits de rock, melódicos e com grandes refrões.

“Estou feliz que as pessoas estão apreciando as coisas como a gente, porque estamos provendo algo que a gente achava que estava faltando por aí”, explicou Strid, ao podcast “Metal Wani”. Ele pode cantar mais limpo e com mais melodia na nova banda. “Eu sempre gostei desse estilo de música e por anos eu tinha curiosidade de jogar minhas influências também para fora do Soilwork. Agora tenho o melhor dos dois mundos, me sinto completo.”

As influências das décadas de 1970 e 1980 aparecem também em vídeos da banda, como “Turn To Miami”, lançado em junho. Os figurinos, o cenário e a imagem remetem aos velhos tempos.

“Eu cresci em uma casa em que a coleção de discos tinha Beatles, Rolling Stones, Abba, então, eu fui muito exposto a esse tipo de som. Mais tarde, fui para Yes e Genesis”, disse David Andersson, ao “AXS”. "A intenção é sempre manter uma diversidade nas nossas canções, para as coisas não ficarem chatas."

Sobre o crescimento da banda entre os fãs de metal, Strid brinca: “A gente se tornou aquele ‘prazer com culpa’ para os metaleiros (risos). Acho que esse é o ponto da coisa toda, mas não fundamos a banda para agradar nossos fãs do metal, a gente só quer curtir”. É, depois de apertar o play, é difícil ficar parado...