PUBLICIDADE
Topo

Juiz nega ordem de restrição pedida por Stan Lee após confusão com defesa

Stan Lee e Keya Morgan em foto de abril deste ano - Jesse Grant/Getty Images
Stan Lee e Keya Morgan em foto de abril deste ano Imagem: Jesse Grant/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

06/07/2018 17h26

Menos de um mês depois de Stan  Lee entrar na justiça americana com uma ordem de restrição, o pedido foi negado. O alvo era Keya Morgan, seu empresário e sócio, que - segundo o criador de vários personagens icônicos dos quadrinhos - estaria o isolando de sua família e se metendo em seus negócios além do permitido. Stan Lee tem 95 anos.

O juiz alegou que dois advogados apareceram na corte se apresentando como defesa de Stan Lee. Um deles tinha pedido a ordem de restrição no mês passado, enquanto outro estaria cuidando de uma tentativa não autorizada de Morgan de vender itens valiosos do quadrinista para um bar. Os dois advogados entraram em conflito. Um deles, Robert Reynolds, alegava que o outro, Tom Lallas, não representava mais Lee.

Reynolds ainda alegou que está preparando para seu cliente uma nova ordem de restrição contra Keya Morgan, exatamente o mesmo pedido que Lallas fez há um mês.

Já o advogado do acusado diz que o empresário não tem falado com Stan Lee nas últimas semanas, já que o quadrinista estaria viajando a negócios. Ele afirmou, porém, que "o relacionamento deles existe apesar da ordem de restrição" e ainda que "Lee de modo algum teria sido ameaçadado pelo Sr. Morgan em qualquer sentido".

Keya Morgan chegou a ser preso em Los Angeles após supostamente registrar um boletim de ocorrência falso. Na ocasião, Stan Lee teria sido confrontado por dois homens armados na frente de sua casa exigindo dinheiro.

Aos 95 anos, Stan Lee vive um período difícil, principalmente após perder a sua companheira de toda a vida. Ele tem enfrentado problemas com várias pessoas que administram seus negócios e teria sido abusado até mesmo por sua própria filha. Além de toda confusão, o quadrinista ainda foi alvo de algumas denúncias de abuso sexual por mulheres que já trabalhavam para ele.