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Família de Whitney Houston descobriu abuso sexual no meio de produção de filme

A cantora Whitney Houston em performance no World Music Awards, em Las Vegas, em 2004 - Kevin Winter/Getty Images
A cantora Whitney Houston em performance no World Music Awards, em Las Vegas, em 2004 Imagem: Kevin Winter/Getty Images

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

05/07/2018 11h20

A cunhada de Whitney Houston, Patricia Houston, foi a integrante da família da falecida cantora que mais trabalhou ao lado do diretor Kevin Macdonald para a produção de "Whitney", documentário que chega aos cinemas em breve explorando a vida e carreira da norte-americana.

Por isso, conforme conta para a "Billboard", ela foi a primeira a saber quando Macdonald descobriu alegações de abuso sexual que Whitney nunca havia revelado para a família. O filme inclui as acusações contra a também cantora Dee Dee Warwick, prima de Whitney, e narra que o abuso supostamente aconteceu quando ela ainda era criança.

"Eu tive que pegar essa informação, processar, e então contar para Cissy", comenta Patricia, se referindo à mãe da falecida cantora. "Foi difícil para ela. Foi difícil fazer às pazes com o fato de que Whitney nunca a contou nada, principalmente".

"Eu não acho que é possível explicar a vida de alguém através de só um evento na sua infância, mas é óbvio para mim que esse abuso que ela sofreu, e o segredo que ela guardava, foram uma contribuição para suas lutas contra o vício em drogas e seus outros problemas", completa Patricia.

A cunhada aponta para um trecho no filme, em que Whitney é vista falando consigo mesma, como particularmente revelador. "Ela está desesperada, dizendo: 'Nippy, aqui é a Whitney'. Nippy era o apelido dela para todos os seus entes queridos, e era como se fosse o seu eu mais autêntico, enquanto Whitney era o seu personagem nos palcos. Ela estava realmente confusa e perdida", diz.

Houston, considerada uma das maiores vocalistas de todos os tempos, morreu em 2012, aos 48 anos.