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Incríveis e Vingadores juntos? Saiba por que você nunca vai ver isso

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Cena de "Os Incríveis 2" Imagem: Divulgação

Natalia Engler

Do UOL, em Emeryville (Califórnia)

26/06/2018 04h00

Apesar de parecer, a Marvel ainda não tem o monopólio dos super-heróis no cinema. A Pixar, responsável por animações memoráveis, também tem seres poderosos para chamar de seus: a família Pêra, que volta aos cinemas em “Os Incríveis 2”, em cartaz a partir desta quinta-feira (28). Mas mesmo que os dois estúdios pertençam à Disney, é melhor não esperar que os Incríveis possam em algum momento aparecer para dar uma mãozinha aos Vingadores, ou vice-versa.

“A Disney está numa posição muito privilegiada de ter múltiplos universos sob seu guarda-chuva corporativo, mas acho que cometeriam um erro enorme se começassem a derrubar as barreiras entre eles”, acredita Brad Bird, diretor de "Os Incríveis 2".

“Pode parecer muito interessante para um cara do marketing, mas, para criadores, para mim, parece uma grande poça de lama. Acho que 'Star Wars' [que também é da Disney] deve ser 'Star Wars', Marvel deve ser Marvel, e Pixar deve ser Pixar. Essa é minha opinião pessoal. Gosto do fato de que há fronteiras entre esses mundos e eles não se cruzam. Um cara do marketing diria: 'Que tal um filme de 'Star Wars' com personagens da Marvel e da Pixar? Uma grande orgia de blerghhhh!'. Não parece divertido para mim”, completa, rindo. “Não vai acontecer. Não sob a nossa administração. E acho que a Marvel concordaria que precisam se manter fiéis ao universo deles, e a Lucasfilm também quer se manter fiel ao universo deles”, acredita o cineasta. 

Com uma exceção: “O único cruzamento é Samuel L. Jackson”, diz o produtor de “Os Incríveis 2”, John Walker. “Na verdade, tem uma regra não escrita de que Sam tem que estar em tudo. E Sam topa”, brinca Bird, que foi o primeiro responsável por introduzir Jackson no mundo dos heróis, bem antes de Nick Fury. “Havia duas franquias em curso naquele momento: 'X-Men' e 'Homem-Aranha'. 'Batman' estava dormente, Chris Nolan ainda não o havia reinventado”, relembra o cineasta, sobre o primeiro “Os Incríveis”, de 2004. “Estava relativamente tranquilo. E, desde então, não dá para dar dois passos sem trombar num super-herói”, diz, rindo. 

Mas o diretor não se preocupa com a superlotação de heróis que o cinema vive. “Se você começar a pensar que tem que superar todos os outros filmes de super-heróis, você não vai querer nem tentar. Mas se eu me perguntar: 'O que eu gostei na minha experiência com o primeiro filme?', a resposta é que gosto dos personagens, gosto da parte familiar, e de como o gênero de super-heróis fala sobre família. Quando eu entro nesse clima, eu me divirto e quero contar uma história”, conclui.

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