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Chefe de comunicação da Netflix é demitido após usar termo racista

Pascal Le Segretain/Getty Images
Jonathan Friedland (segundo à esquerda, de óculos) em um evento da série "Orange Is The New Black", em 2014 Imagem: Pascal Le Segretain/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

22/06/2018 17h04Atualizada em 22/06/2018 20h30

Jonathan Friedland, chefe de comunicação da Netflix, anunciou nesta sexta-feira (22) sua saída da empresa após sete anos. "Os líderes têm que dar o exemplo e, infelizmente, fiquei aquém desse padrão quando fui insensível com a minha equipe ao usar palavras ofensivas em tom de brincadeira", escreveu o poderoso executivo em um comunicado oficial, sem deixar claro, porém, o que ele teria dito para tomar a decisão de deixar o cargo.

Segundo fontes do "The Hollywood Reporter", o alto executivo teria sido demitido após usar o termo "nigger" em reuniões, o que é considerado bastante ofensivo nos Estados Unidos, principalmente se dito por uma pessoa branca. Desta forma, a "palavra ofensiva" citada pelo próprio executivo no comunicado oficial teria cunho racista.

Em um comunicado interno ao qual o "The Hollywood Reporter" teve acesso, Reed Hastings, CEO da Netflix, diz que o executivo foi demitido por mostrar "pouca sensibilidade e consciência racial", o que seria inaceitável na companhia.

"Eu me sinto péssimo com o sofrimento que meu comportamento possa ter causado às pessoas desta empresa que eu amo e onde quero que todos se sintam incluídos e admirados. Sinto-me honrado por ter construído uma equipe global brilhante e diversificada e por fazer parte dessa aventura coletiva na construção do principal serviço de entretenimento do mundo", escreveu Jonathan Friedland em tom de desculpas.

Dentro da Netflix, Friedland supervisionou as áreas de publicidade de mídia e das séries e filmes originais do serviço de streaming em 190 países. Ele também atuou anteriormente como vice-presidente sênior de comunicação corporativas da Walt Disney Company, além de ter sido correspondente internacional e editor do "Wall Street  Journal" e do "Far  Eastern  Economic Review".

A Netflix ainda não anunciou oficialmente um substituto para o cargo de Johnathan Friedland.