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"Não é possível que alguém vote no Bolsonaro", critica D2 no João Rock

Deividi Correa e Denilson Santos/AgNews
Planet Hemp fechou a noite do festival Imagem: Deividi Correa e Denilson Santos/AgNews

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em Ribeirão Preto*

10/06/2018 02h03

O show do Planet Hemp fechou o palco principal do João Rock 2018 em Ribeirão Preto com muitas críticas ao atual momento político do Brasil.

"Não é possível que alguém vote no Bolsonaro hoje", disse Marcelo D2 durante a apresentação, complementando: "Vai tomar no c*, Bolsonaro".

Um vídeo de Chico Science ainda apareceu no telão do Palco João Rock, uma homenagem do Planet Hemp para o ícone do manguebeat, que revolucionou a música brasileira ao lado da Nação Zumbi.

A apresentação pesada da banda carioca invadiu a madrugada do evento, que reuniu mais de 50 mil pessoas no Parque Permanente de Exposições.

"Vocês aguentam mais um pouco de hardcore?", questionou o vocalista para uma galera que estava há 10 horas no festival. Uma roda gigantesca se formou na pista para celebrar a porrada sonora do grupo, e a dupla BNegão e D2 cumpriu o prometido.

"Vamos acalmar um pouco agora. Bota uma música de maconheiro aí", pediu D2, arrumando a cadeira no meio do palco para cantar "Cade o isqueiro?".

"Desejo boa sorte para o país. Quem quer que o país ande para frente não vote Bolsonaro. Chega de tortura, homofobia, racismo, esquadrão da morte. Precisamos avançar, não recuar", concluiu BNegão antes de o Planet Hemp se despedir do João Rock.

Deividi Correa e Denilson Santos/AgNews
BNegão, na apresentação do Planet Hemp, que entrou pela madrugada do festival João Rock Imagem: Deividi Correa e Denilson Santos/AgNews

*O repórter viajou a convite da organização do João Rock

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