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Woody Allen diz que deveria ser o garoto-propaganda do movimento #MeToo

Kevin Winter/Getty Images
O diretor de cinema Woody Allen com o produtor Harvey Weinstein na pré-estreia de "Vicky Cristina Barcelona", em 2008 Imagem: Kevin Winter/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

04/06/2018 16h36

Woody Allen deu uma longa entrevista para o programa argentino "Periodismo Para Todos" e polemizou ao afirmar que deveria ser o "garoto propaganda" do movimento #MeToo, criado após as centenas de acusações de assédio e estupro dentro da indústria cinematográfica.

"Sou um grande incentivador do movimento #MeToo", disse Allen, que voltou a ter sua vida particular explorada após sua filha adotiva, Dylan Farrow, alegar que foi molestada pelo pai quando tinha sete anos, em agosto de 1992. "Eu deveria ser o garoto do pôster do movimento, porque faço filmes há 50 anos. Trabalhei com centenas de atrizes e nenhuma -- famosa ou aspirante -- jamais sugeriu qualquer tipo de conduta imprópria".

O vencedor do Oscar ainda admitiu que fica chateado ao ser associado com nomes como Harvey Weinstein, acusado de assediar e estuprar centenas de mulheres. "Acredito que qualquer situação em que alguém é acusado de forma injusta é muito triste. Me incomoda que eu seja ligado a quem foi acusado por 20, 50, 100 mulheres de abuso -- e eu, que fui acusado por uma mulher em uma ação de custódia, na qual foi analisada e negada, apareço ao lado dessas pessoas".

O jornalista Jorge Lanata ainda perguntou sem rodeiros se Allen era mesmo inocente contra as acusações feitas pela filha adotiva, e a resposta foi direta e sem enrolação. "Claro que não, quer dizer isso tudo é loucura. Isso é algo que vem sendo analisado há 25 anos por autoridades e todos chegaram à conclusão de que não é verdadeira. E esse foi o final e pude seguir com a minha vida. Para que isso tenha voltado agora, é uma coisa terrível acusar uma pessoa disso. Sou um homem com uma família e meus próprios filhos. Então claro que é triste".

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