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"Será um show para ficar na história", diz Mulher Pepita sobre Parada

Divulgação
Mulher Pepita Imagem: Divulgação

Renata Gama

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/06/2018 04h00

A funkeira carioca Priscila Nogueira, mais conhecida como Mulher Pepita, é uma das atrações que vão desfilar na 22ª Parada do Orgulho LGBTI+ neste domingo (3), ao lado de Pabllo Vittar, Preta Gil e Lia Clark. Ela sobe no trio da Uber às 17h e promete fazer o público ferver. "Vai ser um show para ficar na história em todos os sentidos: figurino, música, e tenho certeza que a recepção vai ser maravilhosa", diz.

Travesti, de corpo marombado, ela começou sua carreira como dançarina de funk no Rio. Mas conquistou mesmo as pistas quando decidiu gravar suas batidas.

Pepita não faz segredo sobre o que preparou para o show. O modelito será "sexy sem ser vulgar" e o setlist trará seus principais hits: "À Procura de um Homem", "Chifrudo" (seu maior sucesso, gravado em parceria com Lia Clark), "Uma Vez Piranha", "Bumbum que Dá Tchau" e o lançamento "Abriu a Porta do Convento".

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A expectativa é grande, segundo a funkeira. "É a minha primeira vez na Parada de São Paulo. E eu era louca para participar. Primeiro, porque eu acho o público daqui alucinado. Segundo, porque a gente tem que brigar por essa causa e levantar essa bandeira", diz.

Na sexta-feira (1), ela participou da 1ª Marcha Trans, no centro da capital paulista. "Foi maravilhosa. Energia maravilhosa. Show maravilhoso. Fiquei muito feliz."

Luta por respeito

Para Pepita, o evento não é só festa. "Não é um Carnaval fora de época. Espero muito conseguir plantar uma semente na mente das pessoas. Que aprendam a respeitar", declara. Ela lembra que o Brasil é o país que mais mata a população trans e travesti.

Quanto ao tema da Parada 2018, "Eleições: Poder para LGBTI+, Nosso Voto, Nossa Voz", a funkeira espera que ajude a conscientizar sobre a necessidade de mais representatividade na política. "Imagina uma travesti sentada na bancada do Congresso? Vai ser maravilhoso. É o que a gente deseja, mas precisa ser um voto consciente, não por impulso."