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"Cheirei, fumei, bebi, era pra estar morto há muito tempo", diz Odair José

Reprodução/Globoplay
Odair José no "Conversa com Bial" Imagem: Reprodução/Globoplay

Do UOL, em São Paulo

02/06/2018 02h02

Em entrevista ao "Conversa com Bial" desta sexta-feira (01), Odair José relembrou momentos cruciais de sua carreira e confessou que precisou se cuidar para chegar aos seus atuais 69 anos. O músico comentou que aproveitou a época do auge da indústria fonográfica, e que não se arrepende de ter festejado enquanto pôde.

"Ganhei muito dinheiro. Fui um dos artistas mais bem sucedidos, tocava na rádio direto e ainda por cima era uma época na qual se vendia muito disco. Gastei tudo, cheirei, fumei, bebi. Eu sabia o que estava fazendo. Mas quando lancei "O Filho de José e Maria", meu disco de 1977, ele vendeu muito menos do que era esperado, era algo diferente, mais ousado, e eu fiquei frágil com a reação das pessoas. As pessoas me paravam na rua pra reclamar, a Igreja ameaçou me excomungar. Aquilo mexeu comigo, não tive estrutura. Aí a coisa desandou de vez. Depois parei com tudo, era pra estar morto há muito tempo. Hoje sou um careta chato", afirmou.

Odair José explicou também que continua sentindo que sua música tem um papel social e cultural importante no cenário brasileiro. "Eu sou brasileiro, faço música pro povo, já viajei pra tudo quanto é canto desse Brasil. Eu falo do que vejo, acho isso importante, ser quase um repórter musical. Faço música na esperança que ela ajude as pessoas de alguma forma".

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