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Filmes e séries

Nicolas Cage abraça personagens cada vez mais esquisitos em filmes B

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O ator Nicolas Cage em cena de "Mandy" Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

24/05/2018 04h00

Mesmo distante daquele Nicolas Cage que levou um Oscar por "Despedida em Las Vegas" (1995), o ator de 54 anos continua relevante na indústria do cinema.

Seu último projeto, "Mandy", apresentado no Festival de Cannes 2018, lembrou os críticos de que o astro ainda tem lenha para queimar e não virou apenas um personagem de filmes de ação de segunda linha.

Em carta escrita para o diretor Paul Schrader, com quem gravou "Cães Selvagens" (2016), Cage foi racional. "Sou ator A fazendo um trabalho A, mas que é forçado a uma lista B porque tive sucesso em filmes de ação há milhões de anos".

A "IndieWire" solicitou uma entrevista com o ator para falar um pouco sobre sua carreira, mas ele negou o contato por estar atualmente aprendendo a tocar piano para um filme da máfia chamado "A Score To Settle", cujas gravações já começam em junho.

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Nicolas Cage em cena de "Despedida em Las Vegas" Imagem: Reprodução

O produtor Mike Nilon deu um depoimento ao site sobre o amigo. "Eu acho que Nic Cage usa seu repertório completo em todas as suas performances. Nunca é, 'Eu preciso fazer alguma coisa explosiva aqui ou as pessoas ficarão decepcionadas.' Ele cava cada papel baseado no que quer que seu personagem desenvolva".

Para quem observa de fora pode até não parecer, mas Cage também é essencial para vender filmes, sendo um ícone para o mercado de serviços via streaming. É principalmente por isso que o ator está escalado em oito produções, sendo cinco com lançado previsto para 2018.

A "IndieWire" salienta que o astro de Hollywood não tem medo de arriscar e não sente pressão por um sucesso comercial.

Em apresentação do filme "Between  Worlds", em Cannes, os possíveis compradores do projeto ficaram loucos com uma sequência, em que o ator aparece todo barbudo e cabeludo para salvar uma mulher de um criminoso. "Nós não fazemos isso no Sul [dos EUA]". Todo mundo gritou de entusiasmo, transformando a cena bizarra em um mais um momento cult de Cage.

A diretora do filme, Maria Pulera, elogia o ator. "Ele é tão engajado [em seu trabalho] e mantém o tom complicado do filme, o que lembra alguns aspectos dos thrillers tradicionais, mas também cria um tom surreal que é cômico e muito divertido. Isso é magia".

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