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Virada Cultural

Baby, Tulipa Ruiz e Pitty abrem os cortejos da Virada na Consolação

Ricardo Matsukawa/UOL
Trio com as cantoras Baby do Brasil, Pitty e Tulipa Ruiz ocupa a rua da Consolação durante a Virada Cultural 2018 Imagem: Ricardo Matsukawa/UOL

Mateus Araújo

Colaboração para o UOL

20/05/2018 01h13

A cantora Baby do Brasil abriu a programação de cortejos da Virada Cultural deste ano com o show “Agora É quem São Elas”, neste sábado (19), na rua da Consolação, região central de São Paulo. Baby dividiu a noite com as cantoras Pitty e Tulipa Ruiz, convidadas especiais.

Com 40 minutos de atraso (o show estava programado para 18h), a apresentação começou com uma pequena plateia em torno do trio. A baixa temperatura na cidade, a chuva que caiu mais cedo e uma escuridão na rua, com alguns postes apagados, até ameaçaram desanimar as pessoas, mas não demorou para o ritmo engatar.

Baby do Brasil levou para o repertório o que, segundo ela, representa “a diversidade cultural” do Brasil. “Esse é um show especial para a Virada, como o meu trio do Carnaval de Salvador. Vamos vibrar energias para esse país maravilhoso”, disse. Baby cantou músicas de sua carreira solo e também da época dos Novos Baianos.

Sob elogios de Baby, Tulipa Ruiz subiu ao trio para cantar à altura da estação Higienópolis-Mackenzie do metrô. A anfitriã comparou sua convidada a Carmen Miranda e disse adorar os tons agudos dela. “Num próximo encontro, vamos preparar para você cantar chorinho”, disse Baby.

A participação de Tulipa deu um tom mais lento aos show. Ela cantou quatro músicas, entre elas “Efêmera” e “Só Sei Dançar com Você”, fazendo as pessoas dançarem em par, agarrados.

Mas quem roubou a cena do cortejo foi Pitty, recebida aos gritos por um grupo de fãs. Depois de cantar com Baby do Brasil “A Menina Dança”, a roqueira emendou com “Admirável Chip Novo” e o samba “Trem das Onze” --quando atacou no refrão uma crítica ao atraso da implementação do trem que liga São Paulo ao aeroporto de Guarulhos: “Que só foi inaugurada agora, às pressas”. A música se refere à estação Jaçanã, que integra o novo percurso pronto em março, depois de 14 anos de espera.

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