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Vale a pena pagar R$ 600 para ver Ozzy Osbourne "se despedir" do Brasil?

Ilya S. Savenok/Getty Images
Ozzy Osbourne Imagem: Ilya S. Savenok/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

13/05/2018 04h00

A resposta para o título acima é simples e curta: sim, vale mas o rock pesado precisa morar no seu coração. Lenda viva do metal, Ozzy faz quatro shows no Brasil a partir deste domingo, em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Rio. Ingressos passam de R$ 600. Conforme previamente anunciado, trata-se de sua turnê de despedida dos palcos, intitulada “No More Tours 2”.

Perguntinhas básicas aqui: como assim 2? Ele já fez uma dessas antes? Já, na longínqua década de 1990, e Ozzy jamais parou. Então a despedida é só marketing e Ozzy voltará um dia infernizando como sempre? É possível, mas ele já tem quase 70 anos e ninguém tem 100% de certeza disso.

Com ou sem aposentadoria, o fato é que os shows no Brasil tem diversos atrativos, e um deles é a volta do guitarrista Zakk Wylde. Veja abaixo o que o fã pode esperar da nova (e quem sabe última) turnê do ex-vocalista Black Sabbath no Brasil.

Photo by Kevin Winter/Getty Images
O guitarrista Zakk Wylde Imagem: Photo by Kevin Winter/Getty Images

Quem toca com Ozzy?

Como de praxe, o “madman" é acompanhado por músicos dos mais tarimbados no meio do metal: Zakk Wylde (guitarra), Rob Blasko (baixo), Tommy Clufetos (bateria) e Adam Wakeman (teclados), filho do lendário Rick Wakeman. Detalhe: o carismático Zakk Wylde está de volta, depois de ter ficado oito anos fora do grupo.

Junior Lago/UOL
Imagem: Junior Lago/UOL

Qual é o repertório?

Se “Blizzard of Ozz” (1980) e “No More Tears” (1991) estão entre seus discos de cabeceira, o novo show de Ozzy foi feita para você. Metade do set-list foi tirado desses clássicos. Na estreia da tour na América do Sul, no Chile, houve também “Bark at The Moon", "Shot in The Dark" e "Flying High Again”, que devem pintar novamente. Músicas do Black Sabbath? Poucas: "Fairies Wear Boots”, “War Pigs” e “Paranoid”, que tradicionalmente encerra as apresentações.

Junior Lago/UOL
O baixista Rob Nicholson Imagem: Junior Lago/UOL

Quanto tempo dura o show?

Nada de maratona sonora aos moldes de Paul McCartney, Bruce Springsteen ou Guns N´ Roses. A apresentação deve durar cerca de 1h30min. Com problemas de audição, Ozzy tem uma saúde cada vez mais deteriorada. Seus shows, que nunca foram muito longos, vêm ficando menores ao longo dos anos. Os fãs sul-americanos, no entanto, não têm do que reclamar. No Chile, Ozzy apresentou 15 faixas, duas a mais do que vinha executando nos Estados Unidos.

Kevin Winter/Getty Images
Imagem: Kevin Winter/Getty Images

Ozzy ainda dá conta de cantar?

O vocal outrora forte, vibrante e agudo de Ozzy Osbourne deitou no mármore do inferno e jamais se levantou. A idade pesa, e várias músicas precisam ser tocadas em tom mais baixo em nome de um bom vocal. Em termos de timbre, no entanto, o Ozzy mantém o estilo fanho e nasalado, sua marca registrada, praticamente intacto. Ou seja, clássicos ainda têm aura de clássicos.

Como é o palco?

Munido de telão, placas de LED e canhões de raio laser, o palco da turnê “No More Tours 2” é um espetáculo à parte. Em “War Pigs”, uma imensa cruz surge flamejante por trás de Ozzy. Em “Suicide Solution”, um jogo de luzes esverdeadas gira e pisca, podendo ocasionar vertigem aos mais sensíveis. Durante o solo de Tommy Clufetos, o telão mostrará a imagem de dois bateristas, um de cada lado do crucifixo, e de seu kit emanará raios e cores psicodélicas. Como você pode conferir no vídeo acima, Ozzy caprichou na cênica de sua nova tour,

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