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Kanye West chama escravidão de "escolha" e leva fora de repórter

Charles Sykes/Invision/AP
O cantor Kanye West deu declarações polêmicas em entrevista estranha Imagem: Charles Sykes/Invision/AP

Do UOL, em São Paulo*

01/05/2018 19h28

Kanye West é conhecido por suas declarações polêmicas – e acrescentou algumas à coleção nesta terça-feira (1º), quando fez elogios ao presidente americano Donald Trump e chamou a escravidão de “escolha”.

Os comentários polêmicos do cantor foram feitos em uma entrevista ao site TMZ. Sobre a escravidão, ele afirmou: “Você ouve que a escravidão durou 400 anos. 400 anos? Isso parece uma escolha. Você esteve lá por 400 anos”.

“É como se estivéssemos mentalmente em uma prisão. Eu gosto da palavra ‘prisão’ porque ‘escravidão’ remete diretamente à ideia dos negros. A escravidão está para os negros assim como o Holocausto está para os judeus. A prisão é algo que une como uma só raça; brancos e negros, nós somos a raça humana”, completou (veja o vídeo abaixo, em inglês).

Kanye ainda disse que adora Trump e se defendeu por usar um boné com o slogan do presidente, “make America great again” (“vamos tornar os Estados Unidos grandes de novo”, em tradução livre). “Eu senti uma liberdade em fazer algo que todo mundo te diz para não fazer”.

Após as declarações, o cantor ainda perguntou às pessoas presentes na redação do TMZ se elas achavam que ele estava pensando livremente, mas acabou tomando um fora. "Eu acho que você não está pensando nada", disparou um dos repórteres. 

"Sei, é claro, que os escravos não foram acorrentados e embarcados porque queriam", escreveu Kanye no Twitter após receber uma saraivada de críticas. Mas "não podemos permanecer mentalmente prisioneiros nos próximos 400 anos", destacou.

O artista, de 40 anos, casado com a modelo Kim Kardashian, voltou a frequentar as redes sociais em abril, depois de uma longa ausência, atribuída a uma depressão e uma hospitalização.

Obama

Em outra entrevista, também nesta terça, Kanye admitiu ter se sentido ofendido porque Barack Obama não o convidou à Casa Branca e o chamou de "babaca".

Em 2009, o presidente democrata, também negro e nascido em Honolulu, no Havaí, desqualificou o cantor por seu comportamento nos MTV Video Music Awards, quando "Yeezy" interrompeu a cerimônia para afirmar que Taylor Swift não merecia ser premiada.

Obama "nunca ligou para se desculpar", lamentou o rapper.

*Com informações da agência AFP