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Cinco discos que você deve ouvir para entender (ou quase) o Radiohead

Shirlaine Forrest/Getty Images
Thom Yorke, vocalista do Radiohead Imagem: Shirlaine Forrest/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

20/04/2018 04h00

Após nove anos, o Radiohead está enfim de volta ao Brasil para duas apresentações: nesta sexta (20), na Jeunesse Arena, no Rio, e neste domingo (22), no Allianz Parque, em São Paulo. Não é um show qualquer. O grupo britânico liderado pelo vocalista Thom Yorke é um dos mais importantes das últimas três décadas, dono de uma obra influente, complexa e extremamente diversa.

Não é exagero afirmar que há vários Radioheads dentro da discografia do grupo, com estilos, inclinações e influências próprias, o que explica, em parte, o fato de os fãs terem perfis tão diversos. Se você não sabe do que estamos falando ou não se atualizou desde os anos 1990, quando a banda estourou e ficou ainda mais conhecida no Brasil servindo de trilha para uma propaganda pró-síndrome de Down, nós damos uma forcinha.

Veja abaixo cinco discos fundamentais para entender o Radiohead, separados por perfil de ouvinte. Você se encaixa em algum deles?

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"The Bends" (1995) Imagem: Reprodução

Curto pop e violão

Você ama músicas que te fazem assobiar e cantar junto. Arranjos acústicos, especialmente com vocal dramático e intenso, te fazem suspirar. Uma guitarra aqui e acolá são bem-vindas, mas um violãozinho é essencial. Identificou-se? Existe um Radiohead para você, e ele está, basicamente, no álbum “The Bends” (1995), segundo trabalho da banda, talvez o mais formalmente belo da carreira do quinteto. Com doses prescritas de melancolia, "Fake Plastic Trees", "High and Dry”, “Just” e "Street Spirit (Fade Out)" e a faixa-título vão te fazer muito feliz.

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"Pablo Honey" (1993) Imagem: Reprodução

Cresci ouvindo grunge

O Radiohead veio ao mundo no início dos anos 1990 reverberando o rock alternativo que moldou bandas tão díspares quanto REM e Nirvana. O disco de estreia “Pablo Honey” (1993) está dentro desse contexto: guitarras distorcidas, bateria seca com eco de pós-punk e letras mais cínicas e diretas. O esporro “You”, a cínica “How do You?” e o pop barulhento de “Anyone Can Play Guitar” podem reacender sua vontade de montar uma banda de rock, assim como a microfonia de “Blow Out”.

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"In Rainbows" (2007) Imagem: Divulgação

Gosto mesmo é de melodia (não necessariamente assobiável)

O Radiohead tem a fama —injusta, diga-se— de ser a favorita de maníaco-depressivos. Maledicência à parte, é fato que grande parta das composições do grupo guarda aura melancólica. Quando arranjos menos óbvios estão incluídas no combo, o grupo costuma forjar excelentes trabalhos. É o caso do disco “In Rainbows” (2007), que une experimentação e melodia na medida. Se você aprecia belas e fantasmagóricas melodias, “Nude”, “All I Need”, “House of Cards”, ‘Videotape” vão de fazer chorar.

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"OK Computer" (1997) Imagem: Divulgação

Prefiro um rock mais sofisticado

“OK Computer” (1997) é o divisor de águas do Radiohead. Mudou para sempre a sonoridade da banda e provou que o rock dos anos 1990 poderia ir muito além, explorando a eletrônica e letras sobre a vida em tempos de revolução digital. Sem perder o acuro pop e influenciada por krautrock Miles Davis, o Radiohead se aproximou do progressivo e de temas políticos, referenciando pensadores como Noam Chomsky. "Paranoid Android", "Karma Police", "No Surprises" e "Lucky" são consideradas obras definidoras da banda.

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"Kid A" (2000) Imagem: Reprodução

Música eletrônica é que é bom

Outro trabalho de ruptura, “Kid A” fez muita gente deixar de ouvir Radiohead –e a começar a escutar também. Os arranjos trazem camadas e camadas de texturas, vários deles conduzidos por batidas eletrônicas. É um trabalho tenaz que se sobressai principalmente pela experimentação. Curte músicas “esquisitas", com ecos de Kraftwerk, que mais parecem trilha de uma viagem para dentro do seu próprio cérebro? Dê o play em “Everything in Its Right Place”, na faixa-título, em “The National Anthem” e em “Idioteque”. Só para começar.

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