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Mr. Catra revela como descobriu câncer e diz: "Não pensei em morrer"

Zanone Fraissat/Folhapress
O compositor e cantor Mr. Catra Imagem: Zanone Fraissat/Folhapress

Catra revela como descobriu câncer: "

Do UOL, em São Paulo

18/04/2018 07h20

Mr. Catra contou como sua vida mudou após ser diagnosticado com um tumor no estômago. No "Programa do Porchat" de terça-feira (17), o funkeiro disse como descobriu o câncer e o que está fazendo para se curar o mais rápido possível.

"Comecei a fazer check up de três anos para cá, de 8 em 8 meses. Tive uma dorzinha no estômago tipo gases, graças a Deus foi diagnosticado no início. É um tratamento caro, e olha que tenho um dos melhores planos de saúde do Brasil. Tive condições de tratar bem com os melhores médicos, acho que não vou precisar mais operar. Só com os remédios estou resolvendo o problema", afirma.

O cantor relembra como reagiu à notícia. "Na hora é impactante. O primeiro baque, se você não estiver preparado psicologicamente, é fogo. Reuni todo mundo [da família] e falei: 'não se preocupem'. Não pensei em morrer em nenhum momento".

Catra precisou mudar seus hábitos e diminuir a rotina de apresentações. "Eu me desintoxiquei. Parei de beber, parei de loucura. Parei de virar a noite e estou me cuidando mais. Eu canto, só não trabalho como antigamente, tenho que me cuidar. Faço show, descanso, dou minha caminhada."

O ritmo foi reduzido a contragosto. "O mais difícil parar de fazer foi a bateria de shows. Foi muito triste para mim. Meu trabalho é o mais maravilhoso do mundo, eu canto funk. Apesar de não querer, debilita muito a quimioterapia, se eu forçar vai baixar muito minha imunidade".

E o que mudou desde então? "Hoje minha responsabilidade aumentou: agora tenho que ter comigo e muito mais com os outros. Faço cinquentão esse ano, a idade está chegando. Antes eu achava que era o Highlander. Comecei a ver o povo da minha época passando mal e pensei: 'o que está acontecendo?'".

Apesar de querer ficar mais tempo no planeta, Catra se mostra desiludido com o ser humano. "As pessoas estão deixando de se amar, acham que o amor verdadeiro é uma nota de R$ 100. Não existe mais compaixão", opina.

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