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Adeus ou marketing? O que está por trás da onda de aposentadorias na música

Reinaldo Canato/UOL/Lucas Lima/UOL/Getty Images/Montagem
Elton John, Ozzy Osbourne e Paul Simon Imagem: Reinaldo Canato/UOL/Lucas Lima/UOL/Getty Images/Montagem

Do UOL, em São Paulo

12/04/2018 04h00

Poucas vezes na história tantos nomes de peso da música anunciaram tantas despedidas dos palcos, quase sempre recorrendo ao conhecido expediente da “turnê de despedida”. Quem acompanha o universo pop sabe que tais anúncios são comuns e costumam não ser tão literais assim.

Kiss, Judas Priest, The Who e Phill Collins, por exemplo, já disseram que iriam parar e retornaram, seja por arrependimento ou por pura estratégia de marketing. Mas, afinal, o que é verdade e mentira na onda de aposentadorias que vem ganhando manchetes desde o início de 2018?

Reinaldo Canato/UOL
Imagem: Reinaldo Canato/UOL

Elton John

Um dos maiores vendedores de discos da história da música, o cantor de 71 anos anunciou em janeiro que está esgotado fisicamente e quer se dedicar ao marido David Furnish e aos filhos Zachary e Elijah. 

Probabilidade real de aposentadoria: Alta. Com o vocal cada vez mais grave, Elton fará mais de 300 shows em sua “Farewell Yellow Brick Road”.

Onde vê-lo: Por enquanto, na Europa e Estados Unidos. Aos fãs brasileiros: é provável que Elton John volte ao Brasil em 2020 ou 2021. As datas estão abertas.

Junior Lago/UOL
Imagem: Junior Lago/UOL

Ozzy Osbourne

Ozzy, 69, sepultou o Black Sabbath e, em fevereiro, propalou que iria parar. “Não vi meus filhos crescer. O que mais quero agora é ter tempo para a família”, disse ao UOL a lenda do metal.

Probabilidade real de aposentadoria: Pequena. Ozzy disse com todas as letras que não está se aposentando. Fora que já cansou de afirmar que o fim está próximo. Basta lembrar que sua atual turnê de despedida leve o nome de “No More Tours 2”, uma suposta continuação da tour “No More Tours” de 1992. Teremos uma terceira?

Onde vê-lo: No Brasil, dias 13 de maio, em São Paulo (Allianz Parque); 16, em Curitiba (Pedreira Paulo Leminski); 18, em Belo Horizonte (na esplanada do Mineirão); 20, no Rio (Apoteose).

Getty Images
Imagem: Getty Images

Paul Simon

Mestre do folk rock e da world music, Simon, 76, informou em fevereiro que está se despedindo dos palcos por curiosas "causas naturais".

Probabilidade real de aposentadoria: Incerta. Ele já se mostrou a aberto a continuar se apresentando e, em entrevista ao “Los Angeles Times”, disse que jamais irá largar a música.

Onde vê-lo: Os saudosos do histórico show de 1991, quando Simon tocou com músicos brasileiros no Rio, precisam comprar passagem. Canadá, Estados Unidos, Suécia, Noruega, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Irlanda e Inglaterra receberão os shows.

Frederic J. Brown/AFP
Imagem: Frederic J. Brown/AFP

Neil Diamond

O romantismo classudo de Neil Diamond, 77, um dos grandes ícones pop dos anos 1960 e 1970, sairá de cena em breve por motivo médico.

Probabilidade real de aposentadoria: Grande. Ele foi diagnosticado com a doença de Parkinson e irá se tratar. “Mas pretendo permanecer ativo compondo, gravando e envolvido em outros projetos por muitos anos”, afirmou.

Onde vê-lo: Sua turnê de 50 anos de carreira, que começou em abril do ano passado, vai se transformar na de despedida. As datas ainda não foram divulgadas.

Reprodução
Imagem: Reprodução

Lynyrd Skynyrd

Não reconhece pelo nome? Então bote para tocar “Free Bird”, “Sweet Home Alabama” e “Simple Man”. A banda expoente do southern rock foi vaga e não deixou claro o motivo da aposentadoria.

Probabilidade real de aposentadoria: Pequena. Segundo entrevista do guitarrista Gary Rossington à revista “Billboard”, o grupo está apenas desacelerando e é comum bandas acabarem e voltarem atrás.

Onde vê-los: Entre maio e setembro, se apresentam nos Estados Unidos e Canadá. Vale lembrar que o Lynyrd está em débito com os fãs brasileiros, depois de de cancelar shows por aqui em dezembro. Pode ser que passe por aqui.

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Imagem: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Slayer

A história do thrash metal não seria mesma sem a banda do baixista e vocalista Tom Araya, um dos poucos grupos do estilo respeitados nas mais diversas searas musicais. Assim como o Lynyrd Skynyrd, a banda também não se justificou.

Probabilidade real de aposentadoria: Pequena. O anúncio surpreendeu o meio do metal. Muitos apostam em jogada de marketing do que seria apenas um período de descanso e projetos paralelos.

Onde vê-los: Nos Estados Unidos e Canadá. Há shows agendados até o fim de agosto.

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