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Em novo clipe, Pabllo Vittar chora e se recorda de dor causada pela homofobia

Reprodução/YouTube
A cantora Pabllo Vittar em cena do clipe de "Indestrutível" Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

10/04/2018 18h16

Pabllo Vittar lançou nesta terça-feira (10) o clipe de "Indestrutível", sexto e último vídeo do disco "Vai Passar Mal". Diferente das músicas animadas e dançantes já trabalhadas pela cantora até agora, "Indestrutível" é uma balada escrita pela própria que recorda a dor causada pelo preconceito e homofobia, com uma mensagem positiva de superação ao final. 

"O clipe é todo em preto e branco por causa das coisas horrorosas que vemos todos os dias. É muito difícil, já vivi tudo isso", explicou Pabllo Vittar durante uma roda de debate ao vivo com convidados antes do lançamento do clipe. "Podemos ser indestrutíveis apesar de qualquer coisa", deixou claro a cantora sobre a mensagem de superação, que também é o objetivo do novo trabalho.

O clipe é ambientado em uma memória dolorosa da adolescência cercada pela homofobia ao acompanhar um garoto gay que é perseguido por outros alunos na escola, até sofrer uma agressão física. A primeira cena traz a informação de que "73% dos jovens LGBTs sofrem bullying nas escolas."

Com direção de Bruno Ilogti, o mesmo responsável pelo sucesso "Sua Cara", o clipe reproduz a temática da canção, mostrando Pabllo Vittar desde antes da fama até virar diva da música pop. Em frente a espelhos, ela retira a peruca, limpa a maquiagem e chora.

No fim, o personagem agredido aparece aplaudindo a drag após uma apresentação: "São milhões de adolescentes que, assim como eu, sofrem esse tipo de agressão. Está na hora de transformar o preconceito em respeito, de aceitar as pessoas como elas são e querem ser, de olhar na cara da homofobia e dizer: 'Eu sou assim, e daí?", pede Pabllo ao fim do vídeo.

"A gente vive em um país que dá dez passos para frente e 20 para trás. Esse clipe vai ser revolucionário porque vai mostrar todo o preconceito que já enfrentamos", completou a cantora Aretuza Lovi, uma das convidadas do debate.

A drag queen diz ter sofrido psicologicamente e fisicamente com o preconceito até mesmo dentro de sua própria casa. "O Brasil é o país que mais mata LGBT's e, ao mesmo tempo, o que assiste mais pornografia com transexuais. É uma hipocrisia", pontuou.

"Eu tinha que terminar a era do [disco] 'Vai Passar Mal' com o clipe de 'Indestrutível', pois a mensagem é muito marcante. Espero que toque em vocês da mesma forma que tocou eu e meus amigos", concluiu.

O vestido que Pabllo Vittar usa na cena final do clipe de "Indestrutível" será leiloado. A renda será totalmente revertida para o centro de acolhimento LGBT Casa 1. Os lances podem ser dados online neste link (clique aqui).

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