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Como Samuel L. Jackson virou voluntário no funeral de Martin Luther King

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Samuel L. Jackson lembrou do impacto que sentiu com a morte de Martin Luther King Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

04/04/2018 04h00

No dia 4 de abril de 1968, momentos depois de Martin Luther King receber um tiro fatal enquanto se preparava para uma marcha em Memphis, no Tennessee, Samuel L. Jackson comprava cerveja em uma loja de bebidas em Atlanta. Depois de 50 anos do assassinato que intensificou luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, o ator relembra o fatídico momento e os dias que seguiram a morte do pastor e ativista em artigo publicado no site The Hollywood Reporter.

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Martin Luther King foi assassinado em 4 de abril de 1968 Imagem: AFP

"Dr. King levou um tiro"

"Eu estava na loja de bebidas comprando cerveja. Era noite de cinema no campus e o caixa me disse: 'Dr. King levou um tiro'. 'Ele está morto?', perguntei. 'Ainda não', ele respondeu", na época, Samuel L. Jackson estudava na Morehouse College, em Atlanta.

Dali, ele partiu para o cinema, onde assistiu "John Goldfarb, Please Come Home". "Esse é o único motivo pelo qual me lembro desse filme. No meio dele um cara entrou, disse que Dr. King havia morrido e que precisávamos fazer algo", continuou.

O ator e outros estudantes foram até Memphis acompanhar a movimentação após a morte de King e apoiar a manifestação dos lixeiros negros, motivo pelo qual o ativista estava na cidade. "Não sabíamos pelo que esperar. Não pensávamos no contexto histórico, mas sabíamos que estamos fazendo algo para melhorar a vida daquelas pessoas, especialmente porque King foi morto por algo tão simples, como uma greve de lixeiros", disse.

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Ainda na faculdade, Samuel L. Jackson foi voluntário no funeral de Martin Luther King Imagem: Reprodução/pixel.finomej

Voluntário no funeral

"Nós voltamos para Atlanta e fomos até a capela do Spelman  College. No dia seguinte seria o funeral e eles precisavam de voluntários para que guiassem as pessoas no campus. Me tornei um atendente. Lembro de Mahalia Jackson cantando. Eu a ouvi a minha vida inteira e foi ótimo ouvir 'Precious Lord, Take My Hand' ao vivo. Lembro também de ver pessoas como Harry Belafonte e Sidney Poitier. Gente que eu nunca imaginaria ver. O funeral foi um grande borrão".

Despertar do ativismo

"Eu não era envolvido com política antes. Nós não tínhamos tantos protestos por direitos civis em Chattanooga, no Tennessee, onde eu cresci. Quando fui para a faculdade, em 1966, conheci os primeiros cara que haviam ido ao Vietnã", disse Samuel L. Jackson, que perdeu um primo na guerra no ano seguinte.

"Ali eu percebi que talvez estávamos sendo preparados para algo que talvez eu não quisesse ser. A faculdade era baseada em coisas que a maioria dos estudantes não acreditava", completou.

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