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Filmes e séries

Fox lança serviço de streaming para quem não tem TV paga

Divulgação/Fox
Canal Fox+ Imagem: Divulgação/Fox

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

03/04/2018 21h37

Seguindo os passos da HBO, a Fox trará ao Brasil um serviço de streaming livre das amarras da TV por assinatura. Chamada Fox+, a plataforma, anunciada oficialmente nesta terça (3), contará com o conteúdo dos 11 canais do grupo no país –o que inclui das séries “premium” até a programação esportiva.

O Fox+ deve estrear em todo o território nacional ainda este mês, ao valor de R$ 34,90. Ele será disponibilizado em diferentes dispositivos, como smartphones, tablets, computadores, SmarTVs, consoles de jogos, Chromecast e Apple TV. Na hora de assinar, porém, o consumidor não estará totalmente livre: a contratação do serviço terá de ser feita por meio de uma operadora, seja de banda larga ou de telefonia móvel.

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"Walking Dead" é exibida pela Fox no Brasil, e estará no Fox+ Imagem: Divulgação

Assim como na TV, estarão na nova plataforma séries como “The Walking Dead”, “Homeland” e “American Horror Story”, documentários da National Geographic e programas infantis. Será possível ver até campeonatos esportivos ao vivo, como a Copa do Mundo.

Os assinantes do serviço terão ainda a possibilidade de assistir a temporadas inteiras em maratona, no estilo popularizado pela Netflix. Conforme a revista “Variety” já havia adiantado, séries como “Aqui en la Tierra”, estrelada por Gael Garcia Bernal, terão todos os seus episódios disponibilizados no mesmo dia, enquanto são exibidas semanalmente na TV paga.

E aqueles que já assinam o pacote Fox Premium na TV paga não precisam se preocupar: eles terão acesso a todo o conteúdo da plataforma, como já acontece hoje com o aplicativo da Fox.

Oportunidade

A ideia do Fox+ é chegar aos domicílios que, hoje, não têm TV por assinatura, mas estão conectados à web, conforme explicou ao UOL Michel Piestun, General Manager da FOX Networks Group no Brasil.

“Se você pegar TV por assinatura, ela está em cerca de 18 milhões de domicílios. Banda larga já tem em 29 milhões. Tem 11 milhões de domicílios que têm banda larga, mas não têm TV por assinatura. E celular não precisa nem falar, são mais de 230 milhões de linhas de celular no Brasil. Disponibilizando nosso serviço pra quem tem banda larga e celular, a gente aumenta bastante o universo de quem vai consumir nossos canais.”

Em um mercado que tem uma presença forte da Netflix, a Fox irá se destacar por seus diferenciais, incluindo a programação ao vivo, acredita o executivo. “De muitas séries que são as mais assistidas, nós somos os únicos que vamos ter a temporada completa. A gente tem alguns diferenciais em relação aos outros produtos do mercado. Tem gente que vai querer assistir ao vivo e gente que vai querer ver on-demand”.

O país tem também muito potencial ainda a ser explorado, diz. “No Brasil hoje, tem muito espaço pra crescer, mesmo se você comparar com outros países da região, na quantidade de domicílios com TV por assinatura, o Brasil é pequeno; mas, por outro lado, brasileiro é um dos povos mais conectados; o brasileiro é 'early adopter', gosta de tecnologia, gosta de novidade. Tem muita gente comentada e você não tem ainda conteúdo distribuído de uma forma tão massiva, então a gente consegue aproveitar essas duas oportunidades: o fato de ser superconectado e o fato de isso ainda não ser tão explorado”.

E com a Disney, como fica?

No curto prazo, segundo Piestun, o serviço não será impactado pela compra da Fox pela Disney —que já anunciou um streaming próprio para 2019. A transação ainda está sendo avaliada por órgãos regulatórios americanos, o que significa que a compra ainda deve demorar a ter efeitos mais práticos para o consumidor final.

“A gente não tem, hoje, nenhum impacto dessa fusão. A gente estava pronto para lançar o serviço, vai lançar, vai conquistar o maior número possível de assinantes, e quando for concretizada a compra da empresa a gente vê o que fazer.”

Operadoras

O executivo ainda comentou sobre a opção de oferecer o Fox+ por meio de acordos com operadoras -- e não de forma direta ao consumidor, como fazem Netflix, Amazon Prime Video e HBO Go. "Eles já têm clientes, já têm capacidade de gerenciamento de ciente. A gente entende que isso vai ajudar bastante no lançamento. É uma coisa que faz a indústria como um todo crescer", avalia.

De acordo com ele, não houve resistência das operadoras para com o novo serviço. "Se você pegar as grandes operadoras, elas têm a operação de TV paga e de celular. Elas entendem que é uma parceria, por isso que a gente escolheu lançar com as operadoras", explica.

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