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"Muita gente duvidou de mim", diz cantor de "Despacito"

Luis Fonsi no programa de Danilo Gentili - Gabriel Cardoso/SBT/Divulgação
Luis Fonsi no programa de Danilo Gentili Imagem: Gabriel Cardoso/SBT/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

27/03/2018 07h13

Um dia depois de receber o disco de Platina no "Domingão do Faustão", Luis Fonsi falou sobre "Despacito" no "The Noite" de segunda-feira (26). O cantor porto-riquenho garante que não se sente pressionado por conta do estouro da música no mundo e que sofreu desconfianças no início da carreira.

"Estudava música na escola, depois música clássica na faculdade e no final do curso percebi que queria música pop. Muita gente duvidou de mim. Tem muita gente que dá apoio e muita gente que duvida, mas tive o apoio da minha família. Eu não me dei por vencido e estou completando 20 anos de carreira", comemora.

"Sabia que 'Despacito' era uma música especial, mas nunca pensei que iria virar o hit que virou. Muita gente quer saber o que vou fazer para superar. Eu não tenho que superar 'Despacito'. O que conseguimos é que ela entrou para a história. Não sei se tenho que competir com ela, o mais importante é continuar fazendo música boa", avalia Fonsi, explicando uma das razões do sucesso.

"Essa música é muito sensual, mas nunca passa essa linha. Queríamos que tivesse essa poesia. Ela é sensual, mas não sexual". A canção ganhou versão em português na voz de Israel Novaes, com sua participação. "Foi difícil pra mim, eu queria ter um sotaque perfeito em português. Mas fiz com muito carinho e muito esforço".

O cantor pretende fazer outras parcerias com brasileiros. "Adoraria, está na prioridade da minha lista. Quero fazer várias músicas, mas a colaboração está por vir. Conheço Anitta, Ivete Sangalo, Simone e Simaria...", enumera ele, que se espelhou em um grupo porto-riquenho para seguir a carreira. "Sempre fui muito fã, e ainda sou, dos Menudos. Cantava as músicas, imitava eles. E percebi ainda pequeno que também queria ser cantor".

Luis Fonsi em coletiva de imprensa em São Paulo - Deividi Correa/Ag news - Deividi Correa/Ag news
Luis Fonsi em coletiva de imprensa em São Paulo
Imagem: Deividi Correa/Ag news

A importância de "Despacito" para os latinos

O cantor deu uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (27) em São Paulo, e contou como se deu todo o processo de "Despacito". "A ideia saiu enquanto eu estava tocando guitarra, e mostrei para o meu produtor, que adorou. E eu senti que faltava uma voz no single, por isso chamei [Daddy] Yankee. Sentimos que era uma canção especial, uma proposta refrescante para o mundo latino", contou o músico.

O reggaeton vem dominando o mundo há alguns anos, e o hit dançante que está quase com 5 bilhões de visualizações no YouTube é a maior prova disso. "A música latina está passando por um momento importante, agora é mainstream. Há uma irmandade entre os artistas, praticamente uma fraternidade. É uma grande responsabilidade representar um latino em terra que não é sua. Fui para os Estados Unidos muito pequeno, e minha família lutou para não perder a cultura. Agora é 'legal' falar espanhol nas escolas, e não tinha isso antes. Minha intenção é romper a barreira de idiomas, unir diversas culturas com a música".

Sobre os shows no Brasil em Curitiba (03 de maio), São Paulo (04 de maio) e Rio de Janeiro (05), Fonsi promete novidades. "Vou preparar algo de diferente no Brasil, ainda mais porque é o meu primeiro show aqui. E isso me emociona, porque estou há 20 anos na luta, quero abrir um cenário para que os brasileiros gostem. Teremos canções não tão populares que também são importantes para mim", promete o músico.

Fonsi revelou que está estudando português, e que é "prioridade" para ele gravar single falando a língua mãe dos brasileiros, mas isso ainda vai demorar. "Eu gravei 'Despacito' em português, mas se pedirem para cantar não me arrisco. É mais difícil do que a gente pensa, porque todo artista no fundo é perfeccionista".