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Fãs que já viram RHCP várias vezes são os primeiros da fila do Lollapalooza

A medica Priscila Nascimento, que já viu o RHCP seis vezes - Felipe Branco Cruz/UOL
A medica Priscila Nascimento, que já viu o RHCP seis vezes Imagem: Felipe Branco Cruz/UOL

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

23/03/2018 12h42

O Red Hot Chili Peppers, uma das principais atrações do primeiro dia do Lollapalooza, já fez desde os anos 1990, pelo menos, uma dezena de shows no Brasil e, mesmo assim, ainda segue lotando os festivais que participa. A última apresentação dos caras no Brasil rolou em setembro do ano passado, no Rock in Rio. E a explicação para tantos shows são os seus fãs fiéis.

Na manhã desta sexta-feira, a reportagem do UOL conversou com os primeiros da fila do Lolla e grande maioria estava ali para assistir da grade o grupo californiano, quase todos pela terceira ou quarta vez.

A pediatra Priscila Nascimento, de 28 anos, a 22ª da fila, vai assistir pela sétima vez a banda. Ela pagou R$ 2,3 mil pelos ingressos, porque comprou para o Lolla Lounge. “Os primeiros ingressos colocados à venda eram pro Lounge. Eu não queria perder a chance, caso eles se esgotassem, e comprei assim mesmo. Nem vou lá no Lounge. Quero ficar na grade!”, disse a pediatra, que tem tatuagem da banda, fotos com os integrantes e ontem acompanhou a aula de bateria que Chad Smith deu no Carioca Club. 

O empresário catarinense Marcos Mendes Fernandes, de 27 anos, vai ver pela quarta vez a banda. Ele comprou o ingresso pro Lolla só por causa do RHCP. “Tenho muito orgulho porque o Mauro Refosco, que excursionou com a banda na turnê de I’m with you, é da minha cidade, Joaçapa”, disse Marcos, demonstrando ter “intimidade” com o grupo.

Fila não é bagunça

Fila do Lolla - Felipe Branco Cruz/UOL - Felipe Branco Cruz/UOL
Bruna Antenor (esq.) organizou a fila e escreveu na mão da galera a posição de cada um
Imagem: Felipe Branco Cruz/UOL

Embora abertura dos portões só estivesse programada para as 11h, a fila para acessar o Lolla começou a ser formada as 5h. Para organizar a “bagunça”, a estudante de Rádio e TV Bruna Antenor, 21, levou uma caneta marcadora e escreveu na mão de cada um à sua posição na fila. Ironicamente, ela não era a primeira e sim a quarta. “Só vou em show para ficar na grade. Eu até tenho um Instagram contando a vida de quem vive na grade. Se chama @vemdegrade”, ela disse.

Nesta semana ela ficou na grade do show do Neighboorhood, que se apresentou no Cine Joia, e, no Lolla já ficou na grade de outros shows outras três vezes. “Se não for para ficar na grade, não tem graça”.

Mas a primeira da fila mesmo era jornalista Isabella Carassari, 20, que estava com a irmã Giovana, 16, e o amigo Eduardo Pastana, 20. “Chegamos aqui muito cedo. Estava escuro ainda”, contou. Os três também estavam ali para ver o RHCP. Ela também engrossou o grupo de fãs que já tinha visto os Chilli Peppers mais uma vez. “Já vi duas vezes, em 2011 e 2013, sempre da grade. Na hora que abrir o portão, vou correr para o melhor lugar”.