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Selton Mello revela "benção" de Wagner Moura para fazer série com Padilha

Selton Mello e José Padilha no lançamento da série "O Mecanismo" - Brazil News
Selton Mello e José Padilha no lançamento da série "O Mecanismo" Imagem: Brazil News

Do UOL, em São Paulo

22/03/2018 06h55

Selton Mello falou no "The Noite" de quarta-feira (21) sobre a série "O Mecanismo", que José Padilha dirige e estreia sexta-feira (23) na Netflix mostrando a corrupção no Brasil e os desdobramentos da Operação Lava Jato.

"O José Padilha volta os olhos para o Brasil de uma maneira muito perspicaz, é um dos caras mais inteligentes que conheci. Pedi a benção pro Wagner [Moura] e ele me deu", brincou, já que o diretor costuma trabalhar com o baiano em filmes e séries como "Tropa de Elite 1 e 2" e "Narcos".

O ator explica seu personagem. "Farei o Marco Ruffo, delegado da Polícia Federal. Indignado, um touro indomável que não aguenta o estado das coisas, quer lutar contra isso e o mecanismo não deixa. Acham ele louco, não ouvem direito o que ele está dizendo. É inspirado em um delegado chamado Gerson [Machado], mas tem a inspiração e depois vem a criação. Não o conheci pra construir o personagem, só agora".

Selton gosta de tratar de um tema super atual. "Falar de uma coisa que está acontecendo é bom. Não confirmaram ainda se tem segunda temporada, mas história para isso, tem. É uma série que se bobear vai ter 30 temporadas".

Polarização política

O noticiário político até então não fazia parte de sua rotina. "Nunca me interessei por política. Meu pai não gostava de ler sobre, eu também não, e a vida botou no meu colo um trabalho sobre isso. Foi uma chance de estudar tudo isso, tentar entender, é muito complexo. Agora que entendi um pouco mais, posso dizer, não gosto de política".

Ele espera que a briga entre direita e esquerda seja deixada em segundo plano. "Essa polarização não faz sentido, todos deviam se unir para o país. Quando você fica com dois lados, ninguém cuida de uma coisa só. O que eu espero é que, em vez de polarização, tenha reflexão".

A possibilidade de fazer algo de alcance mundial imediato também o atraiu. "Estou entusiasmado em trabalhar na Netflix. Você cria para 190 países, é incrível. A gente não pode fazer algo que só faça sentido aqui. E eu mesmo me dublo em inglês", comemora.