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Uma Lara Croft "perfeita"? O que os críticos acharam do novo "Tomb Raider"

Cena do filme "Tomb Raider: A Origem" - Reprodução
Cena do filme "Tomb Raider: A Origem" Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

14/03/2018 15h52

As críticas mundiais sobre "Tomb Raider: A Origem" começaram a pintar na tarde desta quarta-feira (14), e parece ser um consenso geral: Alicia Vikander, vencedora do Oscar de melhor atriz por "Garota Dinamarquesa, está fantástica no papel da protagonista. 

O crítico Roberto Sadovski escreveu em seu blog do UOL que "com Alicia Vikander, Lara Croft finalmente deixa de ser fantasia de moleques babões para se tornar inspiração para garotas dispostas a construir seu próprio caminho".

"Vikander traz um charme que não necessariamente vem naturalmente nela. Seja caçando batedores de carteira em uma Honk Kong caótica ou estrangulando um homem com suas mãos, ela faz tudo de forma muito humana, não uma versão robótica pixelada", apontou Leah Greenblatt, do "Entertainment Weekly".

Já Owen Gleiberman, da "Variety", foi ainda além e apontou que a arqueóloga é "uma das adaptações de protagonistas de games mais crível e centrada já vista no cinema". Ele completou: "Vikander humanizou Lara como Harrison Ford fez com Indiana Jones".

Mas e o resto? Xi...

Aí que está o problema do filme, segundo apontaram os especialistas. Apesar de Vikander esbanjar talento como a heroína, o resto parece tão morno que não empolga. "A história central e o cartão de apresentação dos outros personagens vieram direto dos filmes dos anos 30", critica Todd McCarthey, do "The Hollywood Reporter".

Miranda Sanchez, do "IGN", definiu assim o filme: "No melhor momento, 'Tomb Raider' é um filme passável de ação. Tem algumas cenas legais, mas reduz a marca de Lara para o seu relacionamento com o pai e suas proezas físicas. O filme levante diretamente elementos fantásticos do game de 2013, mas desaponta em não adaptar o que deixa a protagonista um personagem profundo e interessante".

"Lara Croft merecia um filme melhor", opina Scott Mendelson, da "Forbes". "A produção está no modo explícito para "não faça nada errado", oferecendo um filme genérico de ação".