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Novos auditores e celular proibido: como o Oscar tentará evitar novo fiasco

Getty Images
Martha Ruiz e Brian Cullinan, sócios da empresa de auditoria PriceWaterhouseCoopers, com a mala de votos do Oscar 2016 Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/03/2018 04h00

Um ano após experimentar uma das maiores e mais constrangedoras gafes de sua história de nove décadas, o Oscar tem pouquíssima chance de repetir o fiasco da cerimônia de 2017, quando a atriz Faye Dunaway e o ator Warren Beatty anunciaram por engano ”La La Land - Cantando Estações” como o grande vencedor da noite, em vez de “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, que de fato havia vencido o prêmio de melhor filme.

Responsável pelo equívoco, a PricewaterhouseCoopers, empresa que audita balanços financeiros de grandes empresas no mundo e há mais de 80 anos presta serviços à Academia, tomou várias providências em torno de seus bastidores, para que as falhas do ano passado reapareçam no próximo domingo (4) apenas em formato de piadas do apresentador Jimmy Kimmel —e você esperar por elas. Veja abaixo o que mudou na cerimônia.

Auditores afastados

O erro no anúncio do Oscar de melhor filme foi, basicamente, um erro de Brian Cullinan, auditor que momentos antes do equívoco estava distraído postando uma foto no Twitter. Em vez entregar a Dunaway e Beatty o envelope de melhor filme, ele passou o de melhor atriz, Oscar que já havia sido dado a Emma Stone. Também responsável pelo anúncio dos vencedores, Martha Ruiz, a outra auditora da PwC, deveria ter percebido o erro e interrompido o protocolo antes do anúncio, mas isso não aconteceu. Ambos foram banidos do Oscar pela empresa.

Equipe maior

O novo time de auditoria será composto por quatro pessoas: Rick Rosas, que trabalhou por 14 anos na função até ser substituído por Martha Ruiz, e Kimberly Bourdon, da sede da companhia em Los Angeles, ficarão posicionados de cada lado do Teatro Dolby. A dupla terá auxílio de Mark Lobel, diretor da PwC que assistirá à cerimônia da sala de controle dos produtores e terá a missão de notificar qualquer anormalidade, o que não aconteceu em 2017. Além deles, Tim Ryan, presidente da PwC, supervisionará os trabalhos.

Nada de equipamentos eletrônicos

Esta nova regra é clara: ninguém tem permissão para usar equipamentos eletrônicos nos bastidores da cerimônia. É uma medida preventiva. Se por ventura os novos encarregados caírem na armadilha de se distrair frente às maiores estrelas de Hollywood em sua noite de gala, a chance de perderem o foco é menor caso não estejam portando, por exemplo, telefones celulares, com suas sedutoras câmeras de alta definição e redes sociais à distância de um reles toque.

Novos procedimentos

Normalmente, no ensaio para a cerimônia na véspera de sábado, os auditores conferem com a produção quais apresentadores entrarão em cada lado do palco, para que a entrega dos envelopes dos vencedores seja feita sem erro nas laterais do palco. Em 2018, o treino terá um novo tópico: como lidar com possíveis problemas no palco. Os apresentadores e os gerentes de palco terão obrigatoriamente de checar o envelope antes do anúncio para certificar de que se trata da categoria correta. Todos os auditores devem decorar os vencedores.

Nova cartela

Com um erro banal na entrega de seu prêmio mais nobre, a Academia de Cinema, Artes e Ciências dos EUA aprendeu da pior forma possível que o design importa. Na versão antiga da cartela que traz os vencedores, os nomes dos atores/cineastas, de seus respectivos filmes e da categoria em questão eram diagramados com a mesma fonte, usando o mesmo tamanho e sem contraste. Parece bobagem, mas não é. Caso a inscrição "La La Land" tivesse sido impressa com mais destaque na cartela entregue por engano, a de melhor atriz, Faye Dunaway talvez não se precipitasse ao anunciar o filme como vencedor. Em tempo: o novo layout da cartela e do envelope são mantidos sob sigilo pelo Oscar, assim como o nome dos apresentadores que entregarão a estatueta de melhor filme.

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