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Grupo liderado por mulher chega a acordo para comprar The Weinstein Company

Alex Wong/Getty Images
A banqueira Maria Contreras-Sweet na época em que trabalhou na administração do presidente Barack Obama Imagem: Alex Wong/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/03/2018 20h43

O grupo liderado por Maria Contreras-Sweet anunciou oficialmente nesta quinta (1º) um acordo para a compra da The Weinstein Company, produtora de Bob e Harvey Weinstein. 

A companhia desabou desde que começaram a vir à tona, em outubro, as denúncias de assédio sexual, abuso e até mesmo estupro feitas por mais de uma centena de mulheres contra Harvey Weinstein, cujos filmes receberam mais de 300 indicações ao Oscar e 81 estatuetas.

Com isso, a empresa passa a ser liderada por uma mulher. Maria Contreras-Sweet fez parte do governo de Barack Obama, à frente da pasta de pequenas empresas. Nascida no México, Maria ganhou destaque depois de fundar um banco focado nos imigrantes latinos. Ela vive em Los Angeles, na Califórnia.

O bilionário e filantropo Ron Burkle também investiu no negócio, que consiste na compra de 51% da produtora por US$ 500 milhões. A ideia é colocar a empresa nas mãos de uma diretoria majoritariamente feminina e dar apoio às vítimas do ex-todo poderoso de Hollywood. 

Leia o comunicado oficial do grupo liderado por Contreras-Sweet:

"Nossa equipe tem o orgulho de anunciar que demos um grande passo e conseguimos um acordo para comprar os ativos da The Weinstein Company com o objetivo de criar uma nova empresa, com uma nova direção e uma nova visão que engloba os princípios que nós defendemos desde o início do processo no ano passado. Esses princípios nunca foram deixados de lado e desde sempre nosso objetivo era de construir uma produtora de filmes liderada por uma direção composta em sua maioria por mulheres independentes, garantir 150 empregos, proteger os pequenos negócios que tiveram prejuízos e criar um fundo para vítimas que vai complementar o seguro já existente para todos aqueles que foram prejudicados. O pilar do nosso plano tem sido o de construir uma nova empresa que represente as melhores práticas corporativas e transparência. O próximo passo é fazer o melhor possível para ajudar as vítimas e proteger os funcionários."

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