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Ator de "Altered Carbon" conta como encarnou Edgar Allan Poe em personagem

Divulgação
Poe (Chris Conner) em "Altered Carbon" Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

15/02/2018 17h35

ATENÇÃO: O texto tem spoilers da série. Não leia se não quiser saber o que acontece. 

“Altered Carbon”, série de ficção científica da Netflix que estreou no último dia 2, trouxe como um de seus destaques Poe, uma inteligência artificial que gerencia o hotel The Raven e se torna um importante aliado do protagonista Takeshi Kovacs (Joel Kinnaman).

Poe, vivido por Chris Conner, não tem esse nome por acaso: ele (e toda a personalidade do personagem) é inspirado pelo autor Edgar Allan Poe. E Conner revelou à revista “The Hollywood Reporter” como foi dar vida ao personagem.

“Eu li todo o cânone de Poe, e muitas das resenhas da obra dele, o que é sempre uma forma de entrar – ver a forma como as outras pessoas o viram”, contou o ator. “Em algum ponto, você tem que dar um salto de fé e tornar essa pessoa um personagem ficcionalizado”.

Muito de sua interpretação veio também da criadora da série, Laeta Kalogridis, e do diretor Miguel Sapochink, que comandou o primeiro episódio. “Até a pontuação que ela [Laeta] colocava no diálogo era divertida. Miguel dirigiu o piloto, e ele é um criador de mundos brilhante. Ele me levou em direção a alguém que acabou sendo mais sombrio e um pouco mais fantasioso em seu comportamento, o que me ajudou a me divertir mais no papel. Ele acabou sendo delicioso no fim das contas”.

O próprio hotel também ajudou Conner a entrar no personagem, com várias referências espalhadas pelo set de filmagens. “Tem o relógio de avô com a escrita do Poe. Há vários pequenos easter eggs no Raven. Eu tinha uma grande sala em que podia escolher acessórios e aparecer no set com uma faca, uma arma, o que quer que eles inventassem. Era muito divertido”.

Sobre a morte de Poe, no último episódio, o ator disse que ela foi “de partir o coração”, mas “libertadora” de se filmar. “Peter Hoar, que dirigiu o episódio, era muito sensível à ideia de garantir que as cenas servissem á história. Para Poe, não havia melhor forma de servir a seus hóspedes do que fazer um sacrifício final. Isso deixou a cena muito mais fácil de fazer”.

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