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Família diz que caso Weinstein levou produtora de cinema ao suicídio

Getty Images
O produtor de Hollywood, Harvey Weinstein Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

09/02/2018 08h58

Uma veterana executiva e produtora de Hollywood, Jill  Messick  morreu na última terça-feira. Depois de anos lutando pela depressão, Jill agente cometeu suicídio. Os familiares dela escreveram uma carta ao "The Hollywood Reporter", afirmando que o desenrolar das denúncias contra Harvey Weinstein e a exposição do nome dela na mídia contribuíram para piorar sua condição, referente à época em que foi agente de Rose McGowan.

Reprodução/IMDB
Imagem: Reprodução/IMDB

“Ver o nome dela nas manchetes de novo, como parte da tentativa de uma pessoa para ganhar mais atenção à sua causa pessoal, junto ao fato de Harvey tentar desesperadamente se defender na imprensa, foram devastadores para ela”, disse o texto de familiares.

Jill Messick trabalhou na Miramax, como produtora executiva, de 1997 a 20003, e foi empresária de Rose McGowan em janeiro de 1997, época em que McGowan afirma que foi estuprada por Harvey Weinstein.

No comunicado divulgado após a morte de Messick, a família, diz que Messick foi vitimizada no meio do imbróglio envolvendo Weinstein e McGowan. Seu nome chegou às manchetes quando o advogado de Weinstein a citou em um email, dizendo que ela defendia o produtor.

“Jill Messick era mãe de duas crianças, uma amável esposa e companheira, querida amiga de muitos e uma inteligente executiva do entretenimento. Ela também era uma sobrevivente, batalhando privadamente contra a depressão, que foi sua inimiga por anos. Hoje, ela não sobreviveu. Jill tirou a própria vida”, diz o comunicado.

Gary Gershoff/Getty Images for Housing Works
Rose McGowan, atriz, modelo e cantora, foi criticada pela família de Jill Imagem: Gary Gershoff/Getty Images for Housing Works

“Jill foi vítima da nova cultura de compartilhamentos ilimitados de informações e uma vontade das pessoas quererem ver declarações como fatos. A velocidade de disseminação de informações carregou de inverdades sobre Jill”, adiciona a nota.

A família diz que Jill foi uma das atacadas na tentativa de defesa de Weinstein, mas preferiu ficar em silêncio, por medo e por não se considerar uma figura pública.

“Em janeiro de 1997, Jill entrava no mundo do empresariamento. Uma das primeiras clientes foi Rose McGowan, e Jill teve como tarefa marcar um café da manhã entre ela e Harvey Weinstein, durante o Sundance Film Festival. Depois do encontro, Rose contou a Jill o que aconteceu - que ela decidiu tirar suas roupas e entrar em uma banheira com ele, um erro que Rose teria se arrependido instantaneamente. Rose nunca usou a palavra estupro. Mas Jill sabia que algo errado tinha acontecido, ou até ilegal. Ela imediatamente comunicou aos seus chefes, da empresa Addis Wechsler, e eles disseram que resolveriam a situação”, relata a família da produtora. Ela ficou afastada do caso, Rose e Harvey fizeram um acordo e ela só soube dele nos últimos meses.

Os familiares criticam também Rose, que na promoção de seu livro, incluiu novas histórias e citou Jill. Harvey também passou a citá-la para se defender. “Ver seu nome mais e mais vezes nas manchetes foi devastador. Quebrou Jill, quando sua vida estava voltando aos eixos. (…) Temos de tirar um momento e considerer as consequências do que dizemos e fazemos. Palavras importam. A vida de alguém pode depender disso.”

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