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Taste Friday #3 tem gêmeas Tasha e Tracie no comando do som

Hick Duarte / Cortesia Tracie Okereke
Enquanto o pai prepara delícias, as gêmeas Okereke -- conhecidas como as it girls da favela -- animam a festa Imagem: Hick Duarte / Cortesia Tracie Okereke

Adriana Terra

Do UOL, em São Paulo

17/08/2017 17h10

A terceira edição da Taste Friday -- projeto que reúne chefs e uma atração musical semanalmente no House of Food, em Pinheiros --, terá uma combinação familiar nesta sexta (18): as irmãs estilistas Tasha e Tracie Okereke vão comandar o som a partir das 18 horas, enquanto o pai delas, o chef nigeriano Chyke, que vive no Brasil desde 1994, prepara pratos da cultura Igbo, relativa aos costumes e tradições do sudeste do país africano, das 12h até 22h.

Por meio do trabalho com moda e festas, desde 2014 as irmãs de 22 anos do Jardim Peri, zona norte de São Paulo, têm trabalhado também o empoderamento da mulher preta e periférica, seja falando da estética que corre por fora dos padrões dominantes na mídia, seja buscando romper barreiras no trânsito entre periferia e centro.

O trabalho delas pode ser acompanhado no blog Expensive $H1T, no qual elas mostram editoriais com peças de brechó, falam sobre comportamento e temas sociais. Elas hoje também fazem parcerias com diversas marcas, e em março fizeram um desfile com criações autorais.

Sabendo que, além de chef, o pai das gêmeas também gosta bastante de som, batemos um papo com a Tracie para entender como se dá essa conexão familiar que envolve música e comida.

Acervo Pessoal
Imagem: Acervo Pessoal

O pai de vocês era DJ também, certo? Como foi essa influência musical na família?
Meu pai era presidente da comunidade nigeriana [em SP] e sempre que tinha festa ele organizava e tocava, e a gente sempre ia na Galeria do Reggae, na [loja de discos] Flórida comprar vários CDs. Ele sempre teve muitos CDs e ouvia muita disco music, todo tipo de música na verdade, desde Tears for Fears até Prince, Snoop Dogg, Xzibit, umas coisas assim. Então isso está bem ligado com a nossa musicalidade. Nossa mãe também ouvia muita música negra, umas melodias, coletâneas mais gueto. Nosso contato com música africana foi através dos nossos pais, e até hoje a gente toca muito isso, música preta em geral.

Outra forma de transmissão de cultura muito forte é a comida. Qual a lembrança principal que vocês têm da comida dele?
Ele cresceu cozinhando com a família, e quando a gente era pequena ele também sempre cozinhou para a gente. Sempre comemos comida africana, e desde o macarrão até o arroz tudo é muito diferente, a coisa da pimenta, e nós sempre gostamos.

Marcelo Moraes / Cortesia Tracie Okereke
Imagem: Marcelo Moraes / Cortesia Tracie Okereke


Como deve ser o set de vocês e o que seu pai está preparando para o cardápio?
Vão ser dois pratos: um hambúrguer que vamos criar com o chef do Meats, com banana e um molho forte, bem vermelho, tradicional africano. E okro, uma sopa que leva quiabo, outros vegetais e geralmente carne -- mas amanhã vamos fazer uma versão vegetariana. E vamos tocar muito som africano, variações, música cubana também, pagodão da Bahia, Sade. Na verdade vai ser um dia de memória afetiva total, e a gente vai tocar tudo o que gostamos na família.

A DJ Tasha falou ao UOL TAB sobre a festa Dancehall no Morro; reveja

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