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Bienal do Livro do Rio terá espaço para cultura nerd e mais de 300 autores

Divulgação/Bienal
Imagem da última edição da Bienal Internacional do Livro do Rio, que aconteceu em 2015 Imagem: Divulgação/Bienal

Akemi Nitahara

Da Agência Brasil

09/08/2017 18h06

Em uma área de 80 mil metros quadrados, a 18ª edição da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro terá como foco a literatura brasileira, com 330 autores e convidados, 350 horas de programação cultural e 190 atividades envolvendo o universo literário, o que representa um aumento de 40% em relação à última edição. O evento será aberto no dia 31 de agosto e vai até 10 de setembro, em três pavilhões do RioCentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade.

O presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos Pereira, uma das entidades promotoras da Bienal, explica que o evento é o terceiro maior em público do calendário carioca, ficando atrás apenas do Réveillon e do carnaval, com 700 mil visitantes. Este ano, segundo ele, a intenção da bienal é resgatar o valor do livro.

“A gente vive um momento muito difícil da vida brasileira, um momento de questionamento sobre o nosso futuro, com as questões éticas e econômicas. A questão ética é do fundamento, a econômica você resolve, é relativamente mais fácil que a ética. E o livro tem um papel fundamental na construção da cidadania, mas a gente não tem conseguido valorizar o livro de uma forma mais expressiva. Na Bienal é uma grande festa, são mais de 700 mil pessoas passando por lá, mas a gente precisa valorizar o livro o tempo todo, pra sociedade brasileira como um todo”, disse.

Pereira e os curadores dos espaços temáticos participaram de uma entrevista coletiva nesta terça (8) para anunciar as atrações da Bienal. No já tradicional Café Literário, serão 31 sessões com 110 autores, debatendo temas como gênero, igualdade racial, reforma política, pós-verdade e novos modelos de ensino. O curador do espaço, Rodrigo Lacerda, explica que também haverá conversas especificamente ligadas à literatura, com homenagem a Ferreira Gular, Lima Barreto, relação entre literatura e história e uma conversa com o angolano Pepetela, vencedor do Prêmio Camões.

“O terceiro eixo são as celebrações e variedade. Vamos ter uma sessão sobre a Revolução Russa, outra comemorando os 100 anos do samba, sobre os 90 anos do nascimento de Tom Jobim, que vai ser o grande fechamento do Café, com o Rui Castro, e uma sessão sobre biografias de personalidades com Zózimo Barroso de Amaral e Artur Xexéu. E teremos dois Cafezinhos Literários, para o público infantil, pais e crianças de seis a 12 anos" explicou.

Uma novidade deste ano, é o Espaço Geek & Quadrinhos, com bate-papos, realidade aumentada, jogos de tabuleiro, batalha ilustrada, cosplay e batalha com réplicas de espada. O curador Affonso Solano disse que será uma área livre para a cultura nerd.

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para o curador do Espaço Geek e Quadrinhos, Affonso Solano, a bienal será uma área livre para a cultura nerd Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

“O propósito é a gente direcionar os nossos canhões de fótons para tudo que tem a ver com esse mundo nerd, mundo geek nesse espaço. Vamos trabalhar as áreas de bate-papo, aquela coisa tradicional de conversa e troca de ideias, vamos ter autores de ficções fantástica, científica, fantasia épica, seja qual subgênero a gente curte, debatendo temas variados, como as obras mais influentes da história que a gente até hoje encontra nos filmes e quadrinhos, como a Mary Shelley e seu Frankstein”.

A Arena Jovem foi reformulada e vai ocupar um espaço de 400 meros quadrados, com o nome de #semfiltro, para conectar as diversas gerações de juventudes em torno de temas como feminismo, moda e comportamento, intercâmbio cultural, jogos, ideologia, orientação e diversidade sexual. No espaço infantil, batizado de Entreletras, a curadora Daniella Chindler, explica que o objetivo é fazer as crianças interagirem com o cenário e explorarem os espaços para montarem o próprio repertório de palavras e entendimento do mundo e da sociedade à sua volta.

“É muito importante essa questão da cidadania e como a gente aborda isso. É voltar àquela questão indígena de ter uma festa e as pessoas se escutarem, ser um momento de encontro entre as pessoas, de estar junto e ser comunidade. A Bienal é para não desperdiçar este espaço, que as crianças cheguem, se sintam acolhidas e possam conversar e estar ali. Com sinestesia, para as crianças entrarem no espaço e perceberem com mais de um sentido,” disse.

Uma atração do espaço infantil será a peça teatral O Mundo das Letras, uma fábula sobre como as letras teriam surgido. Serão dez apresentações por dia, com duração de 15 minutos. A bienal terá 200 expositores, com 50 mil títulos, além de eventos para agentes literários fazerem contatos, debates para o setor produtivo sobre temas como lei de acessibilidade e lei do preço fixo e receberá, no dia 5 de setembro, o segundo Fórum de Educação.

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