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Mangueira manda indireta para Crivella em enredo do Carnaval 2018

Douglas Shneider/UOL
27.fev.2017 - A Estação Primeira de Mangueira encerrou o desfile do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí Imagem: Douglas Shneider/UOL

Do UOL, em São Paulo

06/07/2017 16h08

A Estação Primeira de Mangueira anunciou nesta quinta (6) o tema do enredo para o Carnaval do próximo ano. "Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco!" tem como referência a decisão polêmica do prefeito do Rio da Janeiro, Marcelo Crivella, de cortar pela metade a verba destinada às escolas de samba do grupo especial.

Em entrevista para o jornal "Extra", o carnavalesco Leandro Vieira falou um pouco sobre a escolha do tema. "É um enredo que nasce da atual situação em que se encontram as escolas de samba e os desfiles da escola de samba. O prefeito colocou as escolas de samba na pauta de discussão da cidade."

"Quando ele propõe o corte da subvenção em 50 por cento, ele tenta demonizar os desfiles e coloca de um lado as escolas de samba e do outro as crianças da creche. Isso é um discurso que me incomoda muito, que 'vilaniza' as coisas e nos coloca em lados opostos", disse Leandro.

O integrante da escola afirmou ainda que o discurso crítico aproxima as agremiações e o Carnaval da sociedade, excluindo a ideia de que o evento seja um "escapismo" da população. "A Mangueira é a escola do povo. Eu usei uma marchinha de 1944 para ilustrar isso, porque naquele ano também houve uma crise econômica, e o Carnaval ficou ameaçado, pelo espírito de tristeza que assolava a população. E a marchinha veio para garantir ao povo que haveria Carnaval e haveria brincadeira."

"[O título do enredo] É uma resposta bem direta ao prefeito e aponta também para a construção de um Carnaval baseado no caráter festivo, revolucionário, guerrilheiro, não apenas do samba, mas também das manifestações carnavalescas", completou.

Entenda o caso

Sob comando de Crivella, a Prefeitura do Rio de Janeiro pretende utilizar metade da verba destinada às escolas de samba para melhorar a alimentação e o material escolar de escolas municipais.

"O valor que é pago hoje é muito pouco até mesmo para comprar um iogurte. O que estamos fazendo é refletir como gastar melhor: se vamos usar esses recursos para uma festa de três dias ou ao longo de 365 dias ao ano", disse o prefeito.

Apesar o remanejamento previsto, o Carnaval do Rio de Janeiro receberá investimentos em 2018. A instalação de telões pela Marquês de Sapucaí e a modernização dos sistemas de luz e som facilitarão o trabalho das escolas de samba.

A prefeitura ainda salienta que a mudança no repasse do dinheiro não implicará em falta de recursos para as agremiações, já que o Conselho de Turismo "poderá investir diretamente por intermédio de um fundo setorial ou por cadernos de encargos".

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