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Virada Cultural

Sem shows grandes, Virada no Centro começa com pouca gente e forró

Natalia Guaratto

Do UOL, em São Paulo

20/05/2017 21h14

A Virada Cultural 2017 atraiu um público pequeno, porém animado, para as ruas do centro de São Paulo no início da noite deste sábado (20).

A programação da região começou por volta das 18h30, em frente ao Theatro Municipal, de onde saiu um trio elétrico puxado pela banda Xaxado Novo.

Pouca gente se animou a seguir o bloco pelas ruas. Outros palcos da região, como o dedicado ao samba na esquina da avenida Ipiranga com a São João, também estavam vazios nas primeiras horas do evento.

Por volta das 19h20, o grupo Falamansa assumiu o trio do Cortejo Arrasta Sandália. Com sucessos como "Xote dos Milagres", a banda seguiu até a rua da Consolação.

Público se divide sobre a descentralização

Mariana Pekin/UOL
Homem protesta contra o prefeito João Doria no palco do Centro da Virada Cultural 2017 Imagem: Mariana Pekin/UOL
A decisão da Prefeitura de São Paulo de promover uma Virada descentralizada, espalhando atrações em outras regiões, dividiu opiniões dos frequentadores ouvidos pela reportagem do UOL.

"Achei a descentralização boa e ruim", opinou a tradutora Michele Bernardes, de 29 anos. "Sou moradora do Centro e acho bom porque como tem menos gente não vou acordar com a porta vomitada e cheia de xixi. Mas é ruim porque as atrações ficaram muito longe umas das outras", completou ela, que frequenta a Virada desde 2010.

A ausência de shows grandes no Centro também foi sentida por outros frequentadores. "Já estive em Viradas melhores. Os grandes shows, tipo a Daniela Mercury, podiam estar aqui", apontou o vendedor Carlos Henrique Zardini, de 52 anos, morador do bairro Santa Cecília.

Moradora do Jardim Horizonte Azul, na zona sul, a educadora Josielma dos Santos, de 32 anos, preferiu curtir a Virada no Centro para "manter a tradição", mas também lamentou o número menor de shows. "Está legal, mas sinto falta de atrações mais famosas. Os grandes nomes tinham que estar no centro porque as pessoas já têm o hábito de se encontrar aqui", disse.

Para o casal Marisa Gomes e Cláudio Ireno, de 56 e 59 anos, de Osasco, a descentralização "foi uma decisão acertada".

"Soube que tem programação legal lá na zona leste. Não é todo mundo que pode vir para o Centro então é legal que tenha atrações em outros lugares", opinou Marisa. "Acho que nos outros anos pode se pensar em expandir a Virada até para outras cidades", disse Cláudio.

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