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Virada Cultural

Com Anhembi quase vazio, Daniela Mercury pede renúncia de Temer na Virada

Tiago Dias

Do UOL, em São Paulo

20/05/2017 19h52

Daniela Mercury trouxe novamente o clima de Carnaval na primeira Virada Cultural no Sambódromo do Anhembi, neste sábado (20). Mas a primeira experiência no local não conseguiu reprisar o arrastão de milhares de foliões na passagem da cantora no Carnaval paulistano deste ano. O público, por volta das 19h30, ocupava pouco menos de 10% do espaço da Arena Anhembi, que costuma receber shows de até 20 mil pessoas.

Em um palco pequeno, que nem de longe lembra a estrutura dos palcos principais no centro nas outras edições. Daniela subiu 40 minutos atrasada com a mesma energia de um dia de folia, acompanhada de banda e bailarinos, e apenas um pouco de discurso político.

"Renúncia", pediu Daniela ao cantar "Tempo Perdido". "Você não tem o direito de nos atrapalhar. Verdade e transparência, é o que queremos", disse brevemente no fim de uma semana tomada por delações e novos escândalos envolvendo o presidente Michel Temer.

A cantora também fez questão de lembrar a semana de luta contra a homofobia. "Sou a rainha má, a rainha gay. Tem gay aí?", gritou para a plateia.

O ativismo, que tomou a Virada Cultural no ano passado, na esteira do impeachment de Dilma Rousseff, passou ainda mais longe na plateia. Na mão, no lugar de cartazes com palavras de ordem, o público erguia os brindes do banco Bradesco, que investiu R$ 2 milhões nesta edição e deu ao Anhembi uma cara de minifestival.

Com os banners do patrocinador ao fundo, em ação inédita no evento, Daniela disse: "O capitalismo coisifica as pessoas. Que a gente se humanize em um momento de empoderamento".

O protesto contra o presidente continuou antes do fim da apresentação. Ao cantar "É", de Gonzaguinha, Daniela Mercury disse que não representava partidos, pediu que políticos respeitem o povo e engrossou o grito "Fora, Temer" ecoado pelo público.

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