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Calor, poucas lojas e ...calor! Os desafios de ser cosplay no Nordeste

Guilherme Gatis

Colaboração para o UOL, no Recife (PE)

15/04/2017 04h00

Além das filas para atrações de estandes de grandes produtoras e franquias, como em toda Comic Con, os olhares e lentes dos celulares do público que compareceu à CCXP Tour Nordeste nesta sexta-feira (14) também se voltaram aos cosplayers. Na edição nordestina da convenção, eles compareceram em grande número e com um nível alto de produção.

Personagens de desenhos animados como "Doug" e "Caverna do Dragão" desfilaram lado a lado de heróis e vilões dos quadrinhos, de filmes e de games do universo pop. No entanto, independentemente dos superpoderes, nenhum deles conseguiu escapar de um mal que atingiu a todos: o calor recifense.

“O calor é o principal empecilho para ser cosplayer no Nordeste. Quanto mais elaborada a fantasia, mais quente, e esse fator atrapalha tanto que pode até ser diminuir o tempo de customização”, explica Sasha Lustosa, que veio de Natal (RN).

“A falta de lojas especializadas para termos acesso mais fácil a materiais também é um desafio para quem se interessa pela área”, lamentou, ostentando uma longa peruca rosa que comprou na internet, um dos elementos da caracterização da personagem Bonnie, do mangá "One Piece".

O casal Bruno Procaccia e Ana Paula veio de São Paulo e também sofreu com a alta temperatura. Caracterizados como Rey e Kylo Ren, da nova trilogia de Star Wars, eles chamavam a atenção pelo nível de detalhes de suas fantasias.

“Dentro do pavilhão, o calor não incomoda tanto, mas sofremos do lado de fora para chegar e pegar a fila da entrada”, explica Bruno. Eles vieram ao Recife depois de uma primeira experiência em São Paulo.

“Fomos apenas um dia na CCXP lá de São Paulo. Viemos para cá repetir a experiência. Está valendo muito a pena. Aqui as pessoas são muito atenciosas. Sofremos com o calor, mas a recepção do público também é muito calorosa”, comenta Ana Paula.

Vestidos nas roupas clássicas de Coringa e Alerquina, vilões do Batman, Beto da Clínica e Rafaela Petry, de Florianópolis, chegaram ao Recife depois de passarem por convenções internacionais em San Diego e em Miami.

“Estreei hoje no mundo cosplay, mas a Rafaela já faz customizações há um ano e meio. Tomamos o cuidado de fazer uma pesquisa minuciosa e compramos acessórios no exterior”, comenta Beto.

Gabriel Leite, de Juazeiro do Note, no Ceará, incorporou outro vilão do universo Batman, o Espantalho, e também fez uma pesquisa extensa, produzindo toda a indumentária e a maquiagem com a ajuda de amigos. "Faço cosplay há cinco anos. Meu critério para escolher os personagens passa pela afinidade com as histórias, o biótipo e o grau de dificuldade da produção."

As amigas Mariana Queiroga e Sabrina Steffens, de Porto Alegre e Fabiana Abreu, de Manaus, têm em média uma década de experiência como cosplayers e conheceram-se participando de concursos nacionais.

Juntas, elas vão se caracterizar neste sábado (15) de lutadoras do game "Street Fighter". “Nos conhecemos em outros eventos e hoje somos uma rede de amigos com gente de todo o Brasil”, diz Queiroga, que nesta sexta caracterizou-se de Princesa Sophie, da animação Castelo Animado, dos estúdios Ghibli.

Tanto Queiroga (Mayu’s Velvet  Room) quanto Steffens (Ruky Cosplay Crafts) levam tão a sério a prática cosplayer que trouxeram à CCXP cartões de apresentação para promoverem suas páginas nas redes sociais, onde postam fotos das produções como cosplayers e cosmakers (quem produz as customizações).

“Estamos curiosas para ver as apresentações do domingo, pois, como acompanhamos muitas convenções, percebemos que, apesar da riqueza dos detalhes, há algum tempo não vemos a mesma preocupação com a performance nas competições aqui no Nordeste”, comenta Steffens.

Concurso

O recifense Alberto Lisboa, que nesta sexta encarnou um personagem do filme "Invocação do Mal 2", leva a sério os desafios na produção de seus cosplays. “Entrei nesse universo há dois anos e minhas produções são todas voltadas para esse universo do gótico dos filmes de terror.”

Ele será um dos finalistas do concurso Cosplay Tour, que escolherá o melhor cosplayer da CCXP. Para produzir a máscara da fantasia da Morte do Natal Futuro, que usará no dia da competição, Lisboa levou uma semana, entre esculpir o gesso e finalizar a pintura.

A final do Concurso Cosplay Tour será realizada no fechamento da CCXP, no domingo (16). Além de submeter sua produção ao público, os concorrentes também devem apresentar um número performático que inclui trilha sonora e outros efeitos sonoros e visuais.

O vencedor da competição regional vai ser ganhar um pacote turístico para São Paulo, com passe livre para participar da Comic Con Experience 2017, além de uma vaga na etapa final do concurso.

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