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"Operação Antiquários", da PF, busca obras furtadas do Museu Imperial

Divulgação/Polícia Federal
Polícia Federal faz operação em busca de obras de arte furtadas do Museu Imperial Imagem: Divulgação/Polícia Federal

Do UOL, em São Paulo

18/01/2017 09h58

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira (18) a "Operação Antiquários", com o objetivo de apurar o furto de algumas peças doadas ao Museu Imperial, do Rio de Janeiro.

Ao todo, a PF cumprirá três mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio. O Museu Imperial está apoiando as investigações.

Em 1999, o casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer doaram, por meio de uma escritura pública, a sua casa no Cosme Velho, no Rio de Janeiro, com mais de 4 mil obras, para o Museu Imperial. O local se tornou uma subunidade do museu petropolitano. A doação, no entanto, só se concretizaria após a morte de seus proprietários, que ocorreu em 2014.

A coleção da Casa Geyer reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos durante 40 anos, totalizando 4.255 obras. No site oficial do Museu Imperial é possível ver algumas obras a disposição na Casa.

De acordo com uma investigação da PF, em 2014, parentes dos doadores podem ter se aproveitado para pegar alguns itens da Casa Geyer. A suspeita é a de que os investigados fizeram em suas casas e escritórios galerias privadas com o acervo desviado. As penas do furto qualificado podem chegar a 8 anos de prisão e multa.

A casa e a sua coleção foram tombadas em Brasília, em 4 de dezembro de 2014, durante a 77ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

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