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Renato Aragão emociona com trailer de "Os Saltimbancos Trapalhões" na CCXP

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

01/12/2016 12h49

Renato Aragão foi aplaudido de pé durante o painel de abertura da CCXP (Comic Con Experience), que começa nesta quinta-feira (1), em São Paulo. O ator exibiu com exclusividade o trailer de seu 50º filme como Didi, "Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood", que marca o reencontro do humorista com Dedé Santana nos cinemas após 17 anos.

O filme é uma adaptação do musical "Os Saltimbancos Trapalhões" (2014), espécie de continuação do filme homônimo de 1981, estrelado pelos quatro trapalhões: Didi, Dedé, Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990).

No clipe exibido, que conta com as participações de Alinne Morais e Rafael Vitti, há vários trechos de números musicais dos saltimbancos, incluindo a famosa "História de uma Gata". Como Didi, Renato surge emocionado em uma cena musical, e ele emocionou-se também no painel, depois de ser aplaudido de pé após a exibição do trailer.

"O filme foi muito sacrificante para mim e para o diretor [João Daniel Tikhomiroff]. Tinha vários diretores, diretor musical...Mas também muito emocionante", contou Aragão, que contou ter tido um bom relacionamento com o cineasta no set de filmagens: "Quando chego perto do Daniel eu atendo tudo o que ele pede. Não sou o Difi, sou o Renato Aragão".

Aragão torce por uma boa recepção do filme. "Se deus quiser, vai ser um sucesso como o filme de 1900 e... nem lembro mais!", brincou, arrancando risadas da plateia.

O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia, provocada pela lei que proíbe animais em espetáculos. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita - por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes - que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão, a vigarice do Satã e o poder manipulador do prefeito da cidade podem colocar tudo a perder.

As gravações foram feitas em fevereiro no circo de Marcos Frota, no Rio de Janeiro. O UOL acompanhou um dia das gravações e conversou com Aragão na ocasião, que garantiu que seu personagem continuará o mesmo.

"O público não quer que o Didi mude. Se eu mudar para um Didi mais sofisticado, acabou", defendeu o criador. "Se eu o pudesse definir, diria que ele é um sonhador. Ele sonha em ser feliz, como todo brasileiro".

Sucesso dos Trapalhões e nova versão

Durante o painel, Renato relembrou o início dos Trapalhões e o sucesso do grupo. "Tinha o Didi. que era o nordestino sofrido; tinha o Dedé, galã da periferia; o Mussum, um negão charmoso; e o Zacarias, o menino que não queria crescer. Era um retrato do Brasil".

O ator ainda falou brevemente sobre o novo programa que os personagens ganharão na Globo -- que será protagonizado por Lucas Veloso, filho do humorista Shaolin e uma das revelações da novela "Velho Chico" -- e pediu que o público receba bem os novos atores que interpretarão a trupe. 

"Eles [os novos atores] não vão substituir, porque os Trapalhões são insubstituíveis. Eles vão ser imitadores dos Trapalhões. Quero que vocês recebem eles muito bem", disse. "Vai ser eu, Dedé e mais quatro Trapalhões", acrescentou. Ao UOL, Renato já havia dito que ele e o colega seriam os tios dos novos trapalhões, mas Dedé contou que ainda não recebeu nenhum convite formal da Globo. 

"Se parar, eu morro"

Aproveitando a homenagem, Renato Aragão também relembrou seu início de carreira, quando estava no quinto ano da faculdade de direito. "Pensava 'meu Deus, como vou fazer TV? Se meus colegas souberem, vão me expulsar'. Mas eu fiz. E no terceiro episódio, fiquei tão famoso que fui perdoado por eles".

A fama repentina motivou inclusive Renato a comprar uma moto, já que ele não conseguia mais andar de ônibus. "Depois desse terceiro episódio, eu desci do ônibius e a garotada toda corria atrá de mim 'olha o doidão da televisão'. Mas como eu ia para o trabalho? Não podia pegar ônibus, e se fosse de táxi meu salário acabava. Aí eu comprei minha moto". 

Com uma carreira de mais de 50 anos, o comediante não pensa em se aposentar. "Se eu parar, eu morro. Aposentadoria é uma morte, a não ser que você tenha um projeto". 

Ao fim do painel, foi exibido um clipe especial com vários momentos da carreira de Aragão, que foi novamente aplaudido de pé pelo público, que gritava "Renato! Renato!". "Não tenho palavras, só tenho que dizer como é bom estar vocês, vocês são maravilhosos".

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