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Diretor do Festival de Curitiba é assaltado em frente ao Teatro Paiol

Annelize Tozetto/Clix/Divulgação
Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Teatro de Curitiba Imagem: Annelize Tozetto/Clix/Divulgação

Miguel Arcanjo Prado

Colaboração para o UOL, em Curitiba

29/03/2016 13h28Atualizada em 05/04/2016 15h50

O diretor e idealizador do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz, foi vítima de um assalto a mão armada na noite desta segunda (28), quando chegava acompanhado da mulher ao Teatro Paiol.

Knopfholz assistiria à peça "Autobiografia Autorizada", com Paulo Betti. A obra integra o 25º Festival de Teatro de Curitiba, que vai até o próximo domingo (3), com mais de 350 peças.

Em relato em uma rede social, Knopfholz revelou o crime do qual foi vítima. "Ao chegarmos ao Teatro Paiol fomos abordados por dois delinquentes armados", conta Knopfholz.

Segundo o empresário, foram roubados dois celulares e dinheiro. Apesar do susto, não houve danos físicos a Knopfholz, sua mulher e o bebê do casal. "O prejuízo emocional é bastante grande", afirma.

Ele ainda reforça que o prejuízo afetivo "é enorme": "porque guardava no meu celular fotos e vídeos de bons momentos", sobretudo imagens únicas dos primeiros meses de vida do único filho.

Outro caso

O ator Alex Mello, brasileiro que vive atualmente na Alemanha e apresentou a peça "Jean" no Festival de Curitiba, também foi vítima de assalto a mão armada quando descia do táxi em frente ao Teatro Lala.

"A abordagem foi a mesma [que realizada pelos bandidos com Leandro Knopfholz], acredito ser a mesma turma de bandidos", conta.

Mello teve sua carteira roubada, além do celular "e o sentimento para ir e vir no Festival", complementa. Pouco depois, o ator recuperou os documentos, encontrados no chão da mesma rua. "É uma pena uma festa tão bonita e sem nenhuma segurança", lamenta.

Medo em Curitiba

O clima de insegurança nas ruas curitibanas, sobretudo à noite, é evidente aos participantes do 25º Festival de Teatro de Curitiba. A reportagem observou que praticamente não há policiamento nas portas dos teatros nos quais acontecem o evento.

Também é difícil encontrar algum policial no centro de Curitiba durante a noite, o que amedronta artistas e outros participantes do festival de circularem à vontade pela cidade.

Muitos fazem vaquinha para dividir táxi, mesmo em curtas distâncias, por medo de serem assaltados, observou a reportagem. Artistas locais orientam os colegas vindos de outras partes do Brasil a não andarem sozinhos pelas ruas de Curitiba durante a noite. 

O UOL procurou a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, que encaminhou o caso para a assessoria da Polícia Militar do Estado, responsável pelo patrulhamento nas ruas. Em nota, a PM paranaense disse que "intensificou o policiamento nas proximidades dos locais de eventos, principalmente eixo central, com ações da radiopatrulha e da Rotam, além de policiamento com motocicletas nas regiões com maior concentração de pessoas. As ações reforçadas seguem até o fim do festival."

Assalto e arma no teatro

Assalto a participantes do Festival de Curitiba não é novidade. Na edição de 2015, dois grupos de teatro também foram assaltados enquanto participavam do evento: a Cia. Teatro da Investigação, de Suzano (SP) e o Anaïs Teatrum, de Palhoça (SC) tiveram seus instrumentos musicais e figurinos roubados durante o Festival. Na mesma edição, um artista carioca foi espancado na praça Santos Andrade, ao retornar do teatro após uma apresentação. Ninguém foi preso pelos crimes à época.

Em 2008, um homem, que se identificou na época como policial militar, chegou a sacar uma arma e apontá-la para artistas que se apresentavam na rua, por não gostar do texto, que continha palavrões. Na confusão, ele fugiu e ninguém foi preso.

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